28 de fevereiro de 2008

Praise be it to smart women


These past few days I was reading compulsively out of sheer pleasure. I confess I hadn't read anything out of recreation for quite a while. And since I don't actually have much opportunity to read anything beyond the piles of science books I need to digest for professional reasons, I found myself reading late in the evenings and losing sleep (precious sleep) because I wanted to finish those books that were giving me tons of agreable synapses in a brain usually overburdened by other things of a very dense and serious nature.

So, there I was reading about women and how they have always, from time immemorial, found ways to contradict patriarchy. I think that in those dark caves where we first existed as a species, women must have started developing their brains in a quite formidable way. It's the explanation I find. Physically weak, smaller than males and burdened by child bearing we didn't have many chances to stand in the wild and survive. We had to stay in the caves. And that somehow must have given us the time to think and therefore develop our intelligence. Above all, I think we developed a very fine, cunning intelligence. Men have always ruled the world (there are extraordinarily few matriarchal societies) but we have managed to influence it all, to play backstage and command. To lead in a way that our imposition was not well perceived and never very direct and open.

It's fascinating the way women think. Just remember the women that have gone down forgotten in History and how they shaped everything. For all great deeds there was always a female figure lurking in the shades. It's not just thinking that Helen triggered a war or Boudica stood against the Romans, it's the others that no one talks about, that no one knows about that made us come to the present.

Yes, those books actually made a semi-anti-feminist think about women's power. Fascinating!

19 comentários:

António de Almeida disse...

-Falar em papel desempenhado pelas mulheres ao longo dos tempos, colocando essa foto, parece-me bastante acertivo, no Egipto foram várias as mulheres que detiveram poder, para além de objecto de culto. Penso mesmo que as mulheres apenas terão sido menosprezadas a seguir ao I.Romano, facto que durou até ao sec. XX, mas gradualmente têm recuperado o seu lugar. Fala-se muito na política, mas julgo que aí são mesmo as mulheres a não quererem na sua maioria seguir tal caminho, basta perceber que dominam numericamente a frequência do ensino superior e o número de licenciaturas, para ver o enorme campo de recrutamento que dispõem. Mas também são livres para escolher o caminho que querem seguir, estou a escrever no plural, mas tudo isto passa-se individualmente, pois a opção de A não terá de ser igual a B.

Blondewithaphd disse...

Dear Antonio de Almeida,
Assertiva era a Nefertiti! Que ainda hoje nos tem bem enganados. Será que sucedeu ela a Akhenaton usando para tal um nome masculino (lá está, o desvio à patriarquia pela patriarquia)?
É longa e sinuosa a estrada até à paridade. Talvez com astúcia lá cheguemos.

quinTarantino disse...

"Don't you start with ideas, woman!" - diria cá o mister, encostado ao balcão, jeans cheios de pó, botas com esporas e copo de Jack Daniels na mão.

"Just get your pretty ass into the car and go make me some eggs and bacon" - remataria.

A maior parte do mundo ainda continua a olhar para, digamos, a maior parte das mulheres com estes olhos.

Claro está que depois ainda temos a outra parte que sobra (e um bocado esparsa e diminuta) que, da esplanada ao local de trabalho, o que gosta mesmo é de "micar o dito cujo" ... é dessa ciência que nasceu um conjunto de mimos que, nalguns casos, são dignos de fazer corar qualquer taberneiro mas soam a inocentes ao energúmeno que os profere.

Cilindradas entre estas duas opções, assim tipo "ó querida, ou vais para a cozinha ou vens para a cama", as mulheres tiveram de subir a pulso e, confessem, piscar de olhos na vida.

Nefertiti, a rainha mistério, é um exemplo quiçá demasiado exuberante de como o poder feminino sempre foi algo que existiu.
Muitas outras mulheres pontificaram e deixaram indelével papel na História.

Por algums decretaram-se guerras e mataram-se homens.

Hoje oscilam entre a sua inquestionável afirmação e a necessidade de não irem elas cair no extremo que combateram.

Seja como for, e nem sequer sendo marialva, eu por cá sempre remato, e em jeito de provocação que é para a Blonde me dar cabo da cabeça, que ele há lá coisa mais linda que uma mulher?

O que é preciso é saber onde se esconde o mistério e a beleza.

A inteligência, essa já nós vimos que está aí a dar cartas. Até na política, embora em menor grau.
Mas ninguém me fale em quotas...

joshua disse...

A estratégia de sobrevivênia e de afirmação da Joaninha, velhinha só, no meio da caatinga, com a filha, os netos e o genro, era armar Vidências e Agouros e frases de assombrar: anunciar o futuro e despertar um temor pasmado. Disse-me que eu haveria acabar os meus dias no Brasil porque onde estivesse a minha mulher, estaria eu.

Sorri. Amo a minha brasileirinha doce, claro! Mas não me submeto a quaisquer ternurentos anúncios. A Joaninha é amorável. O Futuro a Deus petence e em Deus se vive e morre. O onde é pormenor de somenos.

Há que olhar com olhar holístico para o relato de Dirce lá, na Odisseia, para compreender o Poder Subjacente à Mulher: é um poder semidivo adveniente da relação com a Natureza de uma forma substantivo-participativa por contraponto à manipulação pelo homem da natureza segundo uma lógica confrontacional e externa.

As cotas de Mulher no Poder podem ter o seu lado Calcutá e o seu lado Dirce e, nesse aspecto, esta Ministra, além de Medusa, é Dirce porque tem transformado os professores em porcos entre outros passos encantatórios.

PALAVROSSAVRVS REX

antonio disse...

Um texto brilhante no tom tranquilo, mas profundo, a que a Blonde nos tem habituado ultimamente.

Brilhante a forma sub-reptícia como nos introduz a tese de que as mulheres pensam e com isso desenvolveram um certo estilo de inteligência. Os dados antropológicos dão credibilidade ao texto, que não ofendendo, está bem argumentado e em remate de uma boa escrita.

Blondewithaphd disse...

Dear Quinn,
Hombre de Dios, tu nem me fales de machos latinos! Pois, mas cilindradas e mais cilindradas e não deixámos de existir, a isto se chama "a sobrevivência do mais apto", ou seja, ante a adversidade do meio, conseguimos sobreviver e perpetuar a espécie. Imaginas a situação inversa?
Eggs and bacon? Cuidado que iso é só colesterol;)
Quotas? Mas alguém quer isso?

Blondewithaphd disse...

Dear Joshua,
Então temos um poder semidivo? Sim, talvez. Em qualquer dos casos é um poder diverso do vosso. Igualdade na diferença isso seria a utopia incarnada no nosso social.
Abaixo a degradação a que as quotas nos sujeitam!

Blondewithaphd disse...

Dear Antonio,
???????????? Estou tentada a procurar a ironia algures eclipsada nessas linhas...

Tiago R. Cardoso disse...

Ia eu a passar, como é meu habito visitar os amigos e lerem o que escrevem, e dei de caras com um excelente texto.

A fase seguinte seria o comentário, entretanto o meu colega Antonio Almeida fez uma analise, o amigo cineasta outra, o Joshua, o Antonio "escrita criativa" fez outra outra, mais técnica e eu fiquei sem o que dizer.

Eu ia mais longe na análise, as mulheres dominam o mundo e sempre dominaram, pelo menos por cá tenho um francesa que manda.

eu volto...

quinTarantino disse...

Babe dear, you know that for me it can be cherry tomato, feta cheese and some basil ...

indomável disse...

Dear Blonde,

O pensamento feminino tem qualquer coisa de formidável, concordo contigo. Em todas as lendas de terras de portugal onde se relata a intervenção de uma ou várias mulheres, é sempre pela inteligência e astucia que elas conseguiram dar a volta ao problema com que se deparavam.
Todos conhecemos a lenda da Padeira de Aljubarrota, mas outras existem que poucos conhecem mas que marcas as historias locais e acredita, em todas as terras por esse Portugal fora há uma lenda relacionada com mulheres que salvaram a povoação da ocupação pelo inimigo.
A nossa inteligência, a capacidade de comunicação e a facilidade com que demonstramos e avaliamos os sentimentos dá-nos capacidades que os homens ainda não conseguiram igualar. Não quero com isto dizer que somos seres superiores, apenas diferentes. Agressivo por natureza, o ser humano tem diferentes maneiras de exprimir a sua assertividade. O homem é mais violento, mas a mulher é mais perigosa. O homem é normalmente franco e leal, a mulher tem tendência para a intriga. somos melhores ou piores? Somos diferentes e acho também que é nesta diferença que se tem baseado a nossa evolução. Acontece que acho igualmente que apesar dos imensos estudos feitos sobre as diferenças entre homem/mulher, ainda não se lembrou ninguém de fazer um estudo sobre como usar essas diferenças em beneficio de todos. Porquê uma guerra dos sexos, quando essas diferenças é que nos equilibram, é que nos tornam unos?
Não existe o ying e o yang? E quem não sabe que são apenas a imagem reflectida um do outro, um masculino e um feminino que se completam?
Adorei o teu texto e ultimamente tem sido tão difícil ler e comentar os vossos textos...

Peter disse...

Um ponto de vista interessante sobre o porquê do desenvolvimento da inteligência feminina, que eu de modo algum desprezo. Penso que há determinados campos onde a mulher iguala e supera o homem e há outros onde a sua presença não se manifesta, ou, pelo menos, não a conheço:
- refiro-me ao campo da Astrofísica e dispenso-me de citar nomes, o que seria exaustivo.

Blondewithaphd disse...

Dear Tiago,
Mas comentaste! Ora bem! Agora, muito sinceramente não percebi o que é que este texto tem de especial. Não é de longe o meu preferido. Valha-nos os gostos diferentes, não é?
Oh la la, les françaises!

Blondewithaphd disse...

Quinn dearest,
Even so light mozzarella would do you better than feta. Mark my wise words dear! Blonde knows best!

Blondewithaphd disse...

Indy darling,
I hope you're doing ok and that can visit us all more often. We miss you dear!
Agora guerra dos sexos é coisa que me irrita solenemente. Isto não é uma guerra ou um campo de batalha, claro que não. Trata-se de uma complementaridade na diferença. Tem sido muito negligenciada é certo, mas homens e mulheres são complementares.
Quanto à nossa ardilosa inteligência não a sei explicar. Disse aquilo das cavernas porque me parece uma ilação lógica no desenvolvimento da espécie. De resto não sei mais nada.

Blondewithaphd disse...

Peter dear,
Falando-te como leiga, creio que há estudos científicos que argumentam que as mulheres não têm um tipo de inteligência canalizado para as grandes questões matemáticas mas temos o cérebro desenvolvido para a verbalização. Por isso falamos cerca de duas mil palavras a mais por dia do que os homens! Gee, tanta palavra!!!

bluegift disse...

Eu diria também que tal é a história de como as mulheres aprenderam a jogar com o complexo de dominância dos homens. Tarefa árdua e cansativa, confesso...
Não há dúvida que a flexibilidade da mente feminina, mais generalista, abarcante, lhe permite alcançar uma maior harmonia com o meio (ser mãe oblige), um conhecimento mais generalizado e sensível da vida e áreas de actividade em geral. O homem, tendo um raciocínio mais rígido e especializado (vai lá caçar veado queridinho)dificilmente alcança essa plasticidade. Em contrapartida obtém mais facilmente resultados elevados em cada área a que se dedica. Lógico. Tem mais "palas", para não se distrair das tarefas importantes eheheh (esta foi para provocar os men cá do sítio, especialmente o nosso querido agent provocateur ;)).

bluegift disse...

Explicando um pouco melhor: a mulher aprende e especializa-se para saber e poder utilizar normalmente o conhecimento, o homem faz o mesmo mas preocupa-se também em dominar, ter poder, na área que aprende. Tem que ser o maior de todos, custe o que custar! Diferenças...

Blondewithaphd disse...

BLUE,
Genial! Provoca-os que estou contigo 200%!!! Nada como as palavras de outra mulher para completar o bouquet de como somos tão brilhantes no nosso raciocínio!

Agora fora de brincadeiras, concordo que seja tudo isso que referes.