20 de junho de 2008

Mas porquê?

Mas porque é que este país só me dá decepções?
Porque será que nunca nos excedemos em nada?
Porque é que não há nada em que sejamos os melhores?
Porque é que não temos alegrias com este país?

"Heróis do mar/Nobre povo/Nação valente e imortal..."

Porque é que o hino (escrito por um luso-alemão) só nos leva para o passado? Eu vivo no presente e gostava de, nem que fosse à conta do futebol, ter um dia uma alegria esfusiante, não uma alegria de compensações, de segundos lugares honrosos, mas uma alegria por nada haver maior.


P.S. - Já que falei no hino, que tanto amo, que tanto me estremece, que tanto me comove, acho que reflecte bem o nosso passadismo, o nosso apego ao que já não é, ao que já não há. Os "egrégios avós" não fazem o país de hoje. Os alemães, ao invés, cantam um hino de unidade, lei e liberdade para a pátria alemã, em que cada um luta e se esforça para o bem comum a fim de que a pátria floresça. Acho que diz muito das nossas diferenças...

9 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Em relação ao Hino, totalmente de acordo. Agora, quanto ao resto... temos Vanessa Fernandes, Naide Gomes e Nelson Évora, para só falar dos mais recentes. Damos-lhes é pouco valor e reduzimos tudo ao futebol, não acha?

Blondewithaphd disse...

Hmmm, é um pouco redutor... Vanessa Fernandes, Naide Gomes e nelson Évora não são propriamente estrelas transplanetárias, e além diso, há mais áreas que não o desporto, onde estão os nossos ícones?

Tiago R Cardoso disse...

Mas a mim dá-me alegrias, subo à serra do GERÊS e fico feliz por viver aqui. :)

Blondewithaphd disse...

Sim, Tiago, eu também não trocaria viver aqui!

quinttarantino disse...

Saído directamente de Seide, onde Camilo viveu amores e escreveu romances onde zurzia, chego aqui e deparo-me com estas tuas interrogações e tomo por resposta o exemplo de Camilo ... onde outrora não nos encolhíamos, hoje dá-mo-nos ares de vedetas, tiques de novos ricos ... ou, parafraseando o meu ilustre professor de Medicina Legal, somos um país onde pomos gel no cabelo, mas somos ouns despenteados mentais!

Mais nada.
E dizer as verdades, dói?
Dói, ams deviam servir para nos fazer avançar.
Mas não ... as mais das vezes servem-nos para acicatar uns surtos de patrioteirismo!

Lamechas, ainda por cima.
Hoje o que não faltava por aí era gente a falar da mãozinha malandra do Ballack nas costas de um defesa esquerdo improvisado como, se na altura, os alemães já não nos tivessem marcado dois golos!

antonio disse...

Terei eu que fazer a diferença, ser o redentor? Sózinho, é difícil...

Joaninha disse...

Bom digamos que "contra os canhões marchar, marchar" é o marchas! Devia ser contra os canhões ripostar, ripostar ;)
MAs olha tens razão. Somos o cavaleiro da triste figura europeu, agarrados ao passado e a lutar contra moinhos de vento. Estava bem naa hora de acordar para a vida, mas é dificil, neste nosso jardim á beira m ar plantado...
Valha-nos algumas mentes menos cegas mas que pouco podem, perante a sonolencia de um povo que se contenta com pouco e de uns governantes rapinos que rapinam o quanto podem enquanto lá estão.

Dalaila disse...

Quando nos questionamos é porque queremos mais, e isso ninguém nos pode arrancar

Alexandre Nunes disse...

Eu vou dizer algo que é muito mal interpretado, mas lá vai:
- O portuga não gosta de trabalhar!
À pois é! Queremos um emprego que não dê muitas chatices, se possível repetitivo e sem inovações, que vá das 9h às 5h, porque precisamos de descanso.
E depois temos um outro grande problema. Já reparou que não se poupa para investir num negócio, ou investir na bolsa, mas sim para se ir de férias para o Brasil, ou para comprar o BMW da moda? Por causa disto não há empregos a serem raidos, nem dinehiro a rodar pelas empresas.