26 de novembro de 2008

Nothingness


What do you write about when nothing is what you write about? You probably write about the weather or you write about your day and the article they're going to publish. Or, then, you write about some piece of news that has called your attention. Or, then again, you just start writing with no aim, just because you felt like writing. Does this ever happen to you? Writing for nothing and about nothing? Do you think this is strange? Or do you you think it is a natural occurence in someone's mind? And why is it that I can't write about nothing in Portuguese? Aren't there words of nothingness in Portuguese? And how do you say nothingness in Portuguese? Can a language not have a concept of nothingness?

And out of nothing at all you realise you end up having sentences and paragraphs and suddenly you may as well have a text. How can the ending be when you're writing about nothing? Can there actually be any ending? I mean, nothing is probably endless and you just don't end the endless. And from the nothing, here I am wondering about the endlessness that is probably related to the nothingness I've been writing about in a writing exercise with no purpose other than simply having no purpose.

But it's good when you let yourself go purposeless. It's such liberation. Such freedom. Who said we always have to write about something? Something is so castrating. I always write about something, always the limitation of something: the scientific something, the journalistic something, the political something, even the private something. What if we all wrote about nothing?

Curiously enough, you cannot write about nothing. My nothing is not your nothing and every nothing is different. So, in the very end, nothing is actually something.

17 comentários:

antonio - o implume disse...

Discorrer sobre o nada em inglês... já é qualquer coisa!

PRD disse...

Simplesmente extraordinário de bom. Que prazer ter um post destes para ler... Obrigado por existir, blonde, e ser quem é...

Carol disse...

«My nothing is not your nothing and every nothing is different.»... Beautiful!



P.S.: Sabias que a poesia pode surgir na forma de prosa...? ;)

PreDatado disse...

Sometimes I do like to write about nothing. It so good encher chouriços!
This is a parfect sample
Very good enchimento de chouriços.

Kisses e beijocas

Blondewithaphd disse...

Implume,
Nada é tudo, em Inglês ou em Português. Sim, é qualquer coisa: o nada.

Blondewithaphd disse...

PRD,
Shocks man, that is good words! Thanks! Don't know what to say.

Blondewithaphd disse...

Carol,
Lá vem esta outra vez a ver se me desencaminha para a poesia...:)

Blondewithaphd disse...

Predatado,
Com que então "encher chouriços", hein? Uma Blonde aqui a discorrer sobre o nada e toma lá disto que é "encher chouriços"! Sim senhora:)

Joaninha disse...

Love it, love it, love it!

Poetiza em grande stile, hehehehe, não te safas do rotulo minha amiga :)

beijos.

PS: Já la está explicadinha a tua duvida ;)

António de Almeida disse...

Nada vezes nada, nada menos nada, nada mais nada, nada a dividir por nada, querem lá ver que ainda poderemos elaborar equações sobre nada...

Pequito Romero disse...

You're lost little girl?
Or are you just in the mood for a tea in the desert?

Ferreira-Pinto disse...

Seria simplesmente genial que a partir do conceito do NADA efabulasse a autora sobre as inúmeras teorias que na Filosofia e demais nobres artes do espírito se edificaram e deambularam pelo conceito do NADA ... e que no fim quase sempre descobrem que, afinal, o NADA é sempre um universo prenhe de riqueza!

Independentemente disso, como assisto com enorme satisfação ao cabal desmentido que exista apenas um neurónio debaixo de tão farta cabelereia; depois, ao fragor com que cada pedra do alegado racionalismo empedernido ecoa quando se liberta dessa alegada argamassa ...

Ainda te hei-de ver a ler Ezra Pound e a declamar ... Garcia Llorca!

Blondewithaphd disse...

Jo,
Ai, ai, ai a menina mais o poetiza! Querem lá ver...

(Si, gracias que já entendi lá aquilo do outro lado!)

Blondewithaphd disse...

António!,
My, oh my mas que linguagem!! Nada a acrescentar!!!:)

Blondewithaphd disse...

Pequito,
Se soubesses o que eu dava por um chá no deserto... Até tenho um lugar favorito onde gostaria de regressar no Sahara e tudo...

Blondewithaphd disse...

Quinn,
E quem te diz que eu não leio Ezra Pound?! Pois não é que leio!! Só que não gosto (nada mesmo!!!).

Quanto ao neurónio, é só um, mas é um SUPER neurónio!:)

Carol disse...

Eu não sei o que é que esta tua caixa de comentários tem que a minha Dona Gata, quando isto abriu, decidiu alapar em cima do teclado e ronronar, ronronar... Já uma pessoa não pode cuscar os blogs dos amigos no sofá!|

E essa poesia sai ou não sai?! rsrsrs