12 de dezembro de 2008

Um choque de civilização!

É isso mesmo!!!! Um choque de civilização é o que este país precisa!!!!

Ontem estive para ouvir a "Grande Entrevista" na RTP1. Vá-se lá saber porquê pensei que me apetecia ouvir o que o Louçã tem a dizer sobre a crise, a recessão, mais o encontro das Esquerdas, whatever absurd idea that is. Como é óbvio desisti ao fim de escassos minutos. Claro que ninguém aguenta a repetição ad nausea dos mesmos débitos esquerdinos. Só uma coisa retive antes de desligar o televisor:

O país precisa de um choque de civilização! Isto não sou eu que digo, foi o Louçã ontem à noite na televisão pública. E não é que subscrevo!?

Vamos pelas ruas da capital e é a imundície. Entramos em lojas de rua e cafés e nada está aquecido (porque será que passo sempre mais frio em Portugal?). A falta de civismo e a "pinderiquice" são o que de mais comum há. Depois é o eterno queixume nacional (ele há lá povo mais queixoso-militante?). Entre o ser e o parecer, claro: mais vale parecer. A indústria está de pantanas, a agricultura morreu, as pescas naufragaram, professores e políticos desmotivados, alunos apáticos, por todo o lado a nova iliteracia. E etc., e etc...

Sim, venha um choque de civilização.

10 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

não gosto de choque, o ultimo que tive doe-me para carago.

Até era capaz de concordar contigo que a coisa não está nada bem, agora :

"A falta de civismo e a "pinderiquice" são o que de mais comum há. Depois é o eterno queixume nacional (ele há lá povo mais queixoso-militante?)."

Depende da perspectiva e da posição onde estamos a olhar para as coisas.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Vi a entrevista com intermitências,mas dogo-lhe uma coisa: o Louçã é, na minha opinião, dos poucos políticos por quem ainda tenho alguma consideração ( Refiro-me ao Louçã e não aos bloquistas da esquerda caviar cuja esmagadora maioria ele não deve suporta "nem com molho de tomate").
É verdade que precisamos de um choque civiizacional mas deve saber tão bem como eu que a questão não é só nossa. Cada vez que vou a Londres,pergunto que é feito da cidade onde vivi durante vários anos. Está emporcalhada e pouco apetcível. No mês passado estive em Roma e, no domingo de manhã, o lixo espalhado plas ruas e parques era tanto, que parecia ter havido uma insurreição. Das cidades espanholas, nem vale a pena falar; quanto às cidades da cintura de Paris- Rouen, Orleans, etc. perderam a qualidade de vida que já tiveram. E, segundo me dizem, até Estocolmo- que na altura em que lá vivi era uma cidade exemplar- sofreu uma enorme degradação.
A questão do choque civilizacional é,hoje, uma questão europeia. Nós precisamos de um coque um bocadinho mais forte mas o que realmente nos faz fala é um choque eléctrico que nos alter e a mentalidade. Somos tão"Feios Porcos e Maus", qu o filme do Ettore Scola até parece um filme cor d rosa quando comparado com o nosso país.

Carol disse...

Eu ouvi a entrevista, enquanto trabalhava na minha tarte de maçã. Enfim, ontem estava com desejos e deu-me para isso, para a tarte que o Louçã não é nada apetecível!

Essa do choque civilizacional também me agradou sobremaneira e assino por baixo a descrição que fizeste do povo português. Seja qual for o prisma, a visão é sempre a mesma...

António de Almeida disse...

-Estou sempre a repetir a frase, ainda por cima com dois milénios, "somos um povo que não se governa nem se deixa governar". A tragédia é que apenas queremos futebol, novelas, reality shows sem nada produzirmos, também vi a entrevista de Louçã, o homem não é capaz de acertar 2 seguidas, e a que acerta é uma generalidade, na realidade não passa dum ressabiado utópico e revanchista, procurando acertar contas com a história. Depois emprega o tom de seminarista, para dar um sermão para o qual a autoridade que tem é nula! Enquanto povo, estado ou sociedade estamos à beira da ruptura, mas no final das trevas existirá sempre luz, não esperem é por milagres colectivistas, ao contrário do que já li a solução não passará por regressar a Keynes, menos ainda a Trotski (antes o apocalipse), mais depressa acredito em Tocqueville, a liberdade é insuperavel.

antonio - o implume disse...

E esse choque passa por uma mudança radical no nosso sentido de voto... não esqueçamos que a outra ainda não suspendeu a democracia!

Ferreira-Pinto disse...

Eu ao Louçã, não sei porquê, sempre que lhe ouço a voz recordo-me das peregrinações que costumo fazer e que me obrigam a passar por uma terra chamada Torquemada!

Metade de que o homem diz é mera estultícia.
Mais nada.
Um canto de sereia provindo, ainda por cima, de fraca figura!

Quanto ao choque de civilização, não haja dúvidas que sim. Agora, o que temo é que ainda ninguém tenha atinado com a receita certa!

DANTE disse...

Ok , um choque de civilização.
Lá ideias boas ele tem de vez em quando , a parte complicada é serem impracticáveis...
Mas pronto,o homem também se farta de atingir o nirvana.

Jokas Loira kum kanudo :)

Peter disse...

Por vezes esses choques provocam a morte do doente, a não ser que já estejamos mortos, o que é bem provável.

joshua disse...

Não é possível um choque de civilização durante um choque anafilático moral.

Fantasia Musical disse...

Intrometo-me na conversa simplesmente para concordar: de facto o país precisa de se tornar mais civilizado. Sinto-o mal saio à rua.

No entanto, até tenho medo da palavra "choque". É que ainda me custa a acreditar no último choque implementado por este governo: o tecnológico! Mais Magalhães, não...