8 de agosto de 2009

A Guerra acabou - RIP

Quando eu cheguei a Portugal havia a vaca Cornélia a preto e branco. Eu vinha de um país onde o meu desenho animado favorito era um boizinho azul com super-poderes. Enfim, tudo muito bovino. E foi assim que eu conheci o Raúl Solnado.
Sempre gostei da imagem da senhora a vender castanhas à porta da guerra.
Um grande humorista. Obrigada!

7 comentários:

Chinook disse...

Pois que a primeira vez que ouvi o Solnado na rábula "a guerra de 1908" foi através de um disco single de 45 rotações que tinha a minha Tia. Foi um fartote de rir. Desde aí fui fã das muitas apresentações que fui vendo com ele.

Um excelente artista e sim Obrigado.

Daniel Santos disse...

Uma enorme perda.

Zana disse...

...fizeste bem não deixar a situação passar ao lado. Não sei se te lembras, mas no Secundário tivemos de fazer uma entrevista, em "Jornalismo" e eu, A Ana Carla,a Sandra Feliciano e a Margarida Lachica fomos entrevistar o Solnado a uns estúdios de gravação. Esperámos pelo fim das gravações(às quais assistimos) e ele veio descontraído, sem sinal de cansaço ou de pretensiosismo, falar connosco sem nunca mostrar pressas.
Tirámos fotografias todos num sofá e sentimo-nos verdadeiras repórteres apontando-lhe dois gravadores de cassete.
O curioso é q do melhor recordo desta situação é dele chegar com a cara coberta de espuma de barba (a fingir q eram natas na gravação) e de ter comido aquilo com o natural à-vontade de um grande actor!

Adoa disse...

:(

Palmas...

Carol disse...

Eu tenho este vinil. Ri-me tantas vezes a ouvi-lo! É um dia triste, mas espero recordá-lo sempre com um sorriso.

Eu Mesma! disse...

Grande humorista mesmo...
uma grande perda para este pais...

Dylan disse...

"A vida num palco"

Não sendo eu da geração de Raúl Solnado, sei a perda irreparável que o seu desaparecimento provocou, numa época em que a comédia se confunde com o insulto brejeiro. O actor aprendeu com os melhores - João Villaret, António Silva e Vasco Santana -também por isso, merece estar na galeria dos imortais. Imaginemos a audácia e a inteligência de ridicularizar o Antigo Regime e os seus tabus, contornando a censura, utilizando jogos de palavras numa encapotada infantilidade. Foi um homem solidário que deu tudo pelo teatro, muitas vezes colocado acima dos interesses familiares.

http://dylans.blogs.sapo.pt/