21 de abril de 2010

Mana back home!


Sete posts, 2.240Kms e 45 horas depois, a Mana aterra em Lisboa. Muitas peripécias, saudades, cansaço e um sorriso como só ela, a Mana, sabe fazer. A odisseia acabou. Para muita gente ainda continua. Muita gente desnorteada pela distância, a faltade alternativas (a linha de ferry que a Mana usou agora vai ser desactivada no final do ano!), o lentíssimo regresso à normalidade que, para tantos, parece uma eternidade.
Consigo ver o cómico numa Angela Merkl que regressa à Alemanha de carro blindado, autocarro e comboio, num Cavaco Silva que faz etapas sucessivas de carro até chegar a Portugal, num John Cleese que paga 3.800 euros de táxi para ir de Oslo a Bruxelas, numa Whitney Houston obrigada a aguentar um ferry. Mas vejo, sobretudo, o desespero do homem que comprou uma bicicleta para entrar num ferry que já não admitia mais footpassengers, nas pessoas a precisar das sessões de quimio, nos velhotes de ar perdido, nos que ficaram sem dinheiro e tecto, presos em países distantes. Vejo, sobretudo, o desnorte da nossa sociedade Ocidental, contemporânea de um século em que o progresso não se compadece com o passado. Vejo, isso sim mais do que tudo, a nossa infinitésima pequenez num mundo que, de vez em quando, nos rosna e remete à nossa humana insignificância.
Algures no fim do mundo que os Vikings conquistaram, um vulcão cospe fogo e cinzas e nós não podemos nada contra isso...

9 comentários:

Eu Mesma! disse...

Ainda bem :)

zana dias disse...

Se ao mexermos um dedo alteramos o rumo das estrelas, o que esperar dum vulcão em erupção?
That's life on Earth! What else should we expect?

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estamos tão rotinados na engrenagem que construímos, que quando um qualquer obstáculo impede o seu funcionamento, ficamos sem capacidade de resposta. Devíamos parar um pouco para pensar e tentar contrariar esta tendência para nos tornarmos soldadinhos de chumbo.
Quanto à viagem do Cavaco fez-me lembrar um livro do Saramago, como já escrvi no CR.

antonio - o implume disse...

Eu estive-me nas tintas para o vulcão mais as suas cinzas, embora tenha sofrido com o relato desta odisseia do resgate da mana Blonde... foi giro ver uma urbana tão deslocada quanto a Blonde quando se aventura por terras tão inóspitas e perigosas como o Alentejo!

Daniel Santos disse...

estava difícil.

明宏明宏 disse...

廢話不多,祝你順心~^^........................................

Turmalina disse...

Blonde querida...fico feliz com a chegada da Mana...meu comentário hoje é breve, porque estou esgotada. Aqui fez muito calor e como ontem foi feriado o dia de hoje estava um caos, todos correndo de um lado para o outro querendo recuperar o tempo perdido, que no caso foi somente o dia de ontem. Imagino como estejam as coisas por aí. Coisas da vida moderna e do ritmo que a tecnologia nos impõe.
Bjos

mdsol disse...

Boa reflexão, Blondinha.

:))

Goldfish disse...

Um vulcão nos confins arrota e a Europa pára. E a sorte foi ser um arroto pequenino!