14 de julho de 2010

Göteborg



Calor, calor, calor.
São 11 da noite e saio de uma esplanada entre as mil desta cidade. Passeia-se tão bem na rua que não me apetece regressar já ao hotel, onde me espera a revisão de notas para a palestra de amanhã.
Cheira a flores de tília, um cheiro doce e aveludado que se mistura com a água dos canais e do rio. Faz-se noite tarde e não bule uma aragem. Foi um dia longo e estou cansada mas simpatizei com a cidade assim que entrei no táxi no aeroporto: um árabe paradoxal numa cidade loura cobra-me exactamente o preço que vi na net pela corrida entre o meu hotel e Landvetter a 22 kms. Espreita-me no retrovisor onde pendurou o típico olho da superstição oriental. É simpático sem precisar de me falar em resposta ao americano que lhe debito.
Em cinco minutos consigo fazer o reconhecimento da cidade. Não preciso perder tempo a olhar mapas ou a fazer perguntas a transeuntes. Gosto disso. E gosto da descontração sueca que me deixa sair do aeroporto sem um único controlo, um único stop, uma única formalidade. Também, que terrorismo se lembraria de um sítio tão pacato como Göteborg, onde só aportam aviões pequeninos e os embarques se fazem a meias com os desembarques?
Bem, lá vou rever as notas e deitar-me enquanto penso que ali ao pé do canal que me passa em frente ao quarto é que se estava bem...

6 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Ano passado, em Junho, andei por essas paragens. Tão bom não chegar a ver a noite cerrada!
O pior é que quando vivi em Estocolmo, assim que chegou o Inverno, só pensava e pirar-me!

antonio - o implume disse...

Uma Blonde nunca descansa. É só trabalho... felizmente existem os passeios de taxi para descontrair.

Kássia Kiss disse...

Pois, o calor tomou conta do norte da Europa, aqui na Alemanha também mal se respira.
Desejo-lhe uma boa estadia e que a palestra corra bem!

Daniel Santos disse...

estou com inveja.

Goldfish disse...

Deixa comentários, quero saber se é sítio onde queira ir no futuro (e estou a ler Stieg Larsson, nem de propósito!).

Dylan disse...

Leve um casaquinho...