25 de outubro de 2010

Lembrei-me da barriga

Sabes Mana, da última vez que me mostraste a tua super-barriga de fim de tempo fiquei com a sensação de que havia qualquer coisa que eu não sabia explicar. Pensei que talvez fosse por ainda não abarcar bem a ideia de que vás ter um filho ou porque lá dentro está o Manel que eu não conheço mas conheço e isso é emocionante. O facto é que deixei de pensar e não dei muita importância àquela sensação.
Ontem lembrei-me. Mana, lembrei-me tão claramente! Eu já tinha visto aquela barriga e a sensação inexplicável foi o déjà vu. A tua barriga que eu vi foi a barriga da Mãe contigo lá dentro. Por isso eu fiquei sem saber o que estava a sentir. Não associei, até ontem. Lembro-me tão bem da barriga da Mãe. Igual à tua, sabes? Redonda enorme, a mesma pele descorada, o mesmo umbigo que parece um tracinho. Sobretudo a pele, igual. Ó Mana, sabes que a Vida é a coisa mais fenomenal de todas?

4 comentários:

antonio - o implume disse...

E as memórias a sua perturbação.

Ältere Leute disse...

Mais fenomenal é a Vida na continuação da (sua) memória.Memória assim ... quem não a inveja?!

zana dias disse...

Pois é!!

Turmalina disse...

E você, embora ainda não reconheça conscientemente, já é louca pelo Manel :o)