14 de janeiro de 2011

I remember Brisbane

Era assim há três anos. Agora está submersa. Estive a dar-me conta das inundações no Estado de Queensland e fiquei parva. Também me lembro de subir o rio Brisbane selva adentro quando fui visitar a University of Queensland, o rio que agora inundou tudo e trouxe os crocodilos e as cobras para as casas das pessoas. Medonho! E lembro-me de sair do aeroporto e perguntar-me porque raio as casas em redor de Brisbane eram palafitas. Estupidamente pensei que fosse por causa do calor e as estacas elevavam as casas para fins de refrescamento. Ideias tontas certamente devidas ao jet lag, só pode. Está à vista.
Agora leio nos jornais que o preço do trigo está a subir justamente devido à devastação das inundações no quarto produtor mundial. Parece-me aquele efeito da borboleta que bate as asas e cria um ciclone na outra parte do mundo.
Até o CBD (o Central Busines District ou a downtown lá do sítio) está debaixo de água. Mais parva fico. Uma pessoa pensa sempre que este tipo de catástrofes nunca chega às grandes cidades e ao mundo civilizado. Está à vista também...

3 comentários:

zana dias disse...

Ainda ontem peguei, e estive a ler o postal que me mandaste de lá. Tentei pô-lo no contexto actual, mas não consegui!(No "Céu na Terra" tento explicar-me tudo isto...)

António de Almeida disse...

Também está à vista o reduzido número de vítimas, apesar de podermos considerar a catástrofe de proporções bíblicas. Já no Brasil as vítimas são às centenas. Parece que existe alguma diferença entre planear ou navegar à vista...

Goldfish disse...

As catástrofes chegam a todos as suas consequências costumam variar um bocadinho (dependendo, ainda assim, da catástrofe).