17 de fevereiro de 2011

E o vento passou...


E o meus cadeirões voaram de um lado para o outro do jardim. Uma frivolidade num mundo Blonde quando, pelas imagens na TV, me entram olhos adentro vidas arruinadas pelos excessos do clima.
Oiço trovões e lembro-me da Mãe. Quero ir ver os tornados no Kansas. Gosto de tempestades e de ir para o meio delas. Mas tudo isto, tudo isto eu faço do alto dos meus privilégios, do meu universo que, visto aqui e daqui, parece o cosmos de uma tipa fútil que vive, como muitos da sua espécie, num patamar alheio à vida real. É fútil, de facto, falar de cadeirões derrubados num jardim aparado quando há escolas fechadas e gente sem tecto. É fútil e uma sorte de sorte que por aqui nenhum tornado a sério passou, nenhum tornado daqueles F5 que eu quero ir ver ao Kansas na segurança da turista bimba que se dá os ares (e aos ares) de quem gosta de adrenalina.
É em dias como os de hoje que penso na sorte que tenho e como a sorte, afinal, pode sempre abalar quando bem lhe apetecer...

4 comentários:

Cristina Torrão disse...

Não se censure tanto, Blonde! O post anterior é tão bonito...

Não se culpe por haver "vidas arruinadas pelos excessos do clima; escolas fechadas e gente sem tecto".

São desgraças, sim. Mas a Blonde não tem culpa. Mesmo que as tempestades a fascinem :)

antonio - o implume disse...

A natureza regenera-se, purgando o seu pus... devemo-nos acautelar.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não é futilidade, é realismo. Há muitos que não têm as suas preocupações, por isso, não se recrimine.

George Sand disse...

o verdadeiro "Estardalhaço" :)