17 de março de 2011

From the heart of Dixie


A primeira vez que estive na Carolina do Sul, há coisa de onze anos, apercebi-me do sotaque carregado sulista, do carácter amistoso das pessoas e do certo passadismo do Estado mas agora é que me dou realmente conta de que os carolinos têm uma estima saudosita pelo Sul ante bellum que desafia qualquer contemporaneidade. Mesmo em frente à State House têm orgulhosamente hasteada a bandeira secessionista (enquanto nas traseiras do edifício têm um monumento à luta pelos direitos civis quase só por dizer que sim, que têm de ter qualquer coisa que os faça modernos e igualitários). Cada rua é nomeada em memória dos generais confederados da Guerra Civil e, como se isso só por si não bastasse, fazem questão de ter placas bem visíveis com os feitos desses generais. Uma pessoa quase se esquece que perderam a Guerra.
Estou alojada no centro da cidade (se é que as cidades americanas têm centro), a Vista, mas não se vê gente, não se vê comércio. Ando e ando e não vejo vivalma, as ruas estão por minha conta e mesmo aqui o hotel, com conferências e a universidade aqui ao pé, está estranhamente calmo apesar de fully booked.
Bem, vamos a mais um dia no coração da Dixieland numa conferência em que eu sou uma de duas pessoas estrangeiras e a única da Europa, ain't that exotic? (bom, pelo menos, estão todos contentinhos de chamarem "international" à conferência...).

1 comentário:

Manuela disse...

Blondewithaphd, o que eles por aí, devem gostar de ti... vinda da old Europa! ;)