18 de setembro de 2011

Estupidezes que eu oiço à conta do acordo ortográfico

Para já para já, eu acho o acordo ortográfico uma estupidez e um preciosismo pedante porque as línguas evoluem naturalmente sem necessidade de intromissões legislativas (senão ainda falaríamos todos como o Joane, o Parvo vicentino ou cantaríamos as ondas do Mar de Vigo e ai Deus se verrá cedo e outras coisas que tais).
No "Sociedade Civil" da RTP2 desta sexta-feira (com minúscula) ouvi uma que me deixou no costumeiro estado atónito sempre que oiço falar do acordo. Um telespetador (sem c embora se possa colocar c) não percebia porque é que o Inglês não tem acordos destes e o Português tem de ter. Resposta da especialista: ah e coisa e tal, é de louvar esta aproximação com o Brasil, é um estímulo à comunicação entre os dois países, ou uma coisa parecida mas dentro dos moldes de o acordo ser bom para nos aproximar nações irmãs divididas por História (também podia ser h) e oceano.
Fico parva! Na verdade, nem sei bem qual seja a aproximação. No Brasil vão continuar a escrever umidade e Mônica e nós vamos alegremente escrevinhando humidade e Mónica. Depois, e porque o Inglês veio à baila, alguém está a ver os Britânicos (que agora é britânicos) aproximarem-se dos Americanos (idem) e uniformizarem colour para color e travelling para traveling?
Passo-me!

7 comentários:

joshua disse...

Eu também me passo. O acordo não passa de mais um acto provinciano numa sequência interminável de actos provincianos. No século dezoito a imitar ingleses e franceses. No século XXI a baixar saias ao Brasil, que se está nas tintas.

Que tristeza.

P.A. Lerma disse...

O acordo orthográfico
num é phonético
ó herético
phdi fonográphico

teu verso imerso
que nos ilude é quedo
acordo é universo
que desperta o medo

verás espetros em muros de granito
e saci-perêrê em dansa obscura
e nessa mithologica loucura
fareis ecoar vosso grito

o acordo eu demito
nas pálpebras cerradas de tão mortas
as palavras não passarão as portas
(MIguel Paulo e Ana)
Que eu cerro com este grito
repito
mito
tou?

tou não...

P.A. Lerma disse...

Passo-me em passo lento

A casa desabou naquela rua

E tu em passo sonolento

Juras que a estrada continua


não juro continua creio

e a casa partida ao meio

não é minha não a receio


e se o mar de escombros

cobre a falsa estrada

cerro os fracos ombros

e como o índio à dentada

Caramuru uuu

traveling...ora aí está uma palavra in phdês

fico parva...sei não acho que já....

P.A. Lerma disse...

A Mickey Mouse Country

Dividida entre ratos e mouses

Entre casas divididas e houses

Entre acordos de her manos

inumanos

são ratos senhor nessas barcas

nas naus que se afundam lestas

nos mares de palavras parcas

de frases bafientas e funestas

desonestas

nestas

marco f)

P.A. Lerma disse...

Laranja Mecânica só tem (ou teve)tradução brasileira

O planeta dos macacos (traduzido em Portugal) nunca o tinha sido até 2002? no Brasil

metidos cada um dentro dos seus dialectos

uns naufragam

outros navegam à vela solta

e tira esta gente um phdi pra qui?

zana dias disse...

Sei q ddevia, mas ainda nem estou por dentro das alterações...Vou continuando a escrever à "antiga portuguesa" e a minha sorte é q trabalho com o Inglês!

António de Almeida disse...

O acordo é uma palhaçada digna de reles palhaços...