23 de outubro de 2011

Chuva, vento, garagem e tesouras de poda

E o que é que se faz ao domingo em dia de vento e chuva? Limpam-se prateleiras esquecidas há décadas numa garagem usada só de passagem. Descubro dez tesouras de poda e lembro-me que isto já foi uma Casa de vinhas e vindimas, pomares e oliveiras. Grosas, alicates, tenazes, ganchos, brocas, instrumentos inomináveis, pedaços de ferro ferrugento, martelos, pregos gigantes, dobradiças do que eu julgo ter sido a porta da adega da minha avó Ária, porque sim ela chamava-se Ária. Pó, ferrugem, chuva e eu contente em limpezas que me avivam coisas esquecidas de um tempo que eu acho que nunca vivi porque eu esqueci da Vida antes da morte da Mãe. É como se fosse a vida de alguém diferente, outras pessoas num espaço, que sendo este onde eu vivo neste hoje, me parece um espaço outro há muito despovoado.
Chove e faz vento e eu alivio a garagem de pó e ferrugem.

7 comentários:

CNS disse...

Os dias de chuva têm a particularidade de nos fazer recolher sobre as nossas prateleiras mais ou menos arrumadas. :)

Turista disse...

Querida Blonde, e que fizeste a essas fechaduras antigas, tenazes e ganchos? Nós temos uma bela colecção! :)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Estou farto de chuva! :-)

Pedro disse...

tu em arrumações, eu em desarrumações, estou todo partido de carregar tralha pesada, desarrumação mesmo; odeio arrumar

Daniel Santos disse...

bom momento.

António de Almeida disse...

Domingo é dia de ir à praia e conviver com os amigos... Venha o próximo!

João Azevedo disse...

e mantinhas aconchegadinhas que bom que é