10 de outubro de 2012

Admiro-me

Admiro-me, como sempre me admirei, com a pacatez plácida deste povo. Não há medicamentos nas farmácias, a carga fiscal é intolerável, o SNS e a escola pública definham para morrer, o desemprego galga, a emigração é um fado a que nos resignamos, a classe política nem presta nem tem préstimo, a corrupção é um dado adquirido, a justiça lenta e inoperante. E mesmo assim, este povo segue, acomoda-se o melhor que pode, pensa que antes assim que ainda pior e aguenta.
Nobre povo...

4 comentários:

Francisco Nobre disse...

Como um comentador dizia não há muito tempo: isto é verdade até não o ser...

O passado mostra que mais que uma vez o Povo Português se levantou e tomou em mãos o seu destino. Quando o fez actuou de forma decisiva e clara.

Como se costuma dizer: é preciso ter cuidado com a fúria dos calmos...

Z.M.Z. disse...

Por vezes a calma é aparente.
Já alguma vez pisou o chão duma floresta a seguir a um incêndio que a devorou?
É uma terra queimada mas onde as raizes profundas ardem até não ter mais raízes que a alimentem. é extremamente perigosa. mas aparentemente está calma.
Faz-me lembrar um vulcão adormecido!
Ainda é cedo para acordar...!!!!

Daniel Santos disse...

Como disse um economista na RTP, se é que aquilo era um economista, fechem os olhos e esperem que passe... somos muito bons a fechar os olhos.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

O povo poderá ser Nobre, mas a Nação não é valente.