31 de dezembro de 2012

Fim do Ano

Ano banal em que o muito de bom foi tido por garantido sem se sobrepor à fealdade cansativa dos dias atrás de outros, aos problemas, angústias e ansiedades.
Claro que houve dias azuis. Houve os sorrisos do Manel que começou a andar. Houve a notícia de que a Margarida vai chegar na Primavera que vem. Houve vida e há esperança. Houve um Alentejo ensolarado, aviões para outros destinos, a consciência dos privilégios. Escrevi de jacto fantasmas e entranhas. Vivo nesta Casa imersa em passados de que não me desfaço e presentes que construo. Viajei até mim quando peguei na carrinha e fui aos sítios que abandonei prometendo nunca regressar. Estavam à minha espera no abandono e enchi-me do seu ar. Perdoei-me. Entrei por uma porta aberta com reposteiros de damasco. Chamavas-Me porque não desististe de mim e da minha humanidade. Lavei-Te os pés e confortaste-me. E tudo isto é bom.
Porém, o que me fica é a sensação vazia. As esperas que continuam sem fim, o país abatido que me contagia e as asas encarquilhadas. Tenho tudo e sinto-me sem nada. Gostava de me saber contentar, pôr um ponto final em anseios, dar-me por feliz com este tudo mas não consigo. O horizonte é sempre mais à frente, a escada tem sempre mais degraus. E depois há o medo de perder o tudo. Sim, 2012 foi um ano de banalidades arrastadas. Estou grata mas a alma irrequieta-se-me. Venha 2013.

4 comentários:

CNS disse...

Bom 2013, blonde.

Ältere Leute disse...

Bilanz ziehen macht gut...
Einen guten Rutsch auf jeden Fall !
Man soll sich immer das Beste wünschen, sodass man mindestens ein bisschen Glück kriegt.
Não fica mal "regatear", não é verdade ?
Bj.

Francisco Nobre disse...

良好的2013年

Cristina Torrão disse...

Frohes Neues Jahr!