5 de janeiro de 2013

Os amigos do rir

Quanto mais avanço tempo adentro, mais me dou conta de que fui sabendo fazer amigos. Perdi uns quantos, aqueles que não era, afinal, suposto permanecerem. No regrets. Ficaram os que eram de ficar. Ficaram os que me deram o silêncio de amor quando a Mãe morreu. Ficaram os que continuaram lá quando me desfiz do meu não-casamento. Quando os muros desabam e há gente que nos ajuda a reerguer as pedras, esses sim são os amigos, os tried and tested. Aqueles que se riem quando tudo está bem e não nos desamparam quando tudo corre mal. Estes são assim.
Vêm caminhando comigo há anos. Já me enxugaram muitas lágrimas, já me fizeram sorrir milhentas vezes, já me ajudaram quando mais precisei. Ontem chegaram a esta Casa onde já me viram noutras vidas, noutros passados, a Casa que trago e permanece e que me é útero. Chegaram com Luz estes amigos de luz. Comecei a rir às oito da noite e só parei depois das duas da manhã quando saíram.
Sim, fazem-me sempre bem e eu adoro-vos. Obrigada pelo sempre que sempre me dão.

3 comentários:

Cristina Torrão disse...

Ainda bem que tens amigos assim :)

luisa disse...

E rir faz tanto bem :)

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Não é fácil ter amigos e sempre cultivei a ideia de que me chegam poucos, desde que sejam mesmo verdadeiros. Já sofri desilusões, mas também já tive boas surpresas, depois do "teste do algodão".
Feliz ano 2013.