25 de março de 2013

Ida ao centro de saúde

Recebi a tal infame carta a dizer que eu não vou ao centro de saúde há mais de três anos. Em vez de me chatear com assuntos de lana caprina, o Estado devia dar-se por contente por a) eu ter saúde e b) não lhe dar despesas. Mas não, o Estado chateia-me e eu, sempre estupidamente cumpridora, lá me desloco ao tal do dito centro: edifício moderno e totalmente "infuncional". Só duas pessoas à minha frente e tenho de esperar meia hora para que me atendam. Quando chego ao guichet com a senha da alforria, a senhora que supostamente me vai atender levanta-se, sai do guichet e vai abrir a porta dos fundos a duas meninas que devem ser filhas de alguém que ali trabalha. Regressa ao guichet e diz que eu não tenho médico de família (whatever that is, porque a minha família sou só eu).
Ignorante, pergunto o que me acontece se, por acaso, precisasse de um médico:
- Ah, vinha cá. Nós abrimos às 8.00 e só pode marcar consulta no próprio dia.
- ?????????????
- Pode marcar por telefone mas não garantimos consulta. Convém chegar antes das 8.00. - Responde na sapiência máxima do funcionário de guichet, contra o qual eu não tenho nada, mas que me irrita solenemente.

Ou seja, pago impostos para isto. Recebo uma carta do mais idiota que imaginar se possa mas, afinal, não tenho médico. Gasto uma boa parte da manhã para nada e dou graças aos céus que ainda posso pagar um seguro de saúde privado. Isto de ser cidadão num país a esboroar-se é obra...

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também já recebi a carta. Curioso, também, é darem-me três meses para ir lá justificar que estou vivo, mas a carta não tem data!
PS: Já escrevi o post sobre o estudo da MERCER. Concluo que devem ser atrasados mentais.