19 de janeiro de 2018

Dia 9: Berlin-Knuspernest (Streetfood)

À conta aqui do blogue tenho recebido perguntas de interesse sobre Berlin e as suas coisas comezinhas do quotidiano. Aqui vai uma que causa sempre um bocado de confusão. O que está na imagem são ninhos de batata (Kartoffel Knuspernest). São basicamente taças comestíveis. Avancem sem medo. Encham-nas com o que quiserem e, no fim, podem trincá-las. Inteligente, não?

16 de janeiro de 2018

Dia 8: Minha Berlin-Rabien Konditorei

Para o lanche com a Tante Ruth fomos buscar bolos de frutas e Sachertorte (só o melhor bolo do universo) à Pastelaria Rabien. Entra-se e desfalece-se perante a infinitude de escolha. Uma particularidade dos bolos alemães é que são muito vistosos, muito artísticos. O chocolate e as frutas imperam e, curiosamente, são menos doces do que os bolos de pastelaria portugueses. A minha teoria pessoal, e que, por isso, vale o que vale é que como Portugal tinha um império ultramarino donde importar açúcar a preços moderados, a nossa doçaria evoluiu em direcção ao uso generoso do açúcar e de especiarias como a canela. A Alemanha não tinha nada disso e, assim, os bolos são semi-doces. em compensação, como o leite abunda, não há bolo que não seja acompanhado de umas boas colheradas de natas batidas, Sahne. Com o café é a mesma coisa, dê-se-lhe uma colher de Sahne ou, em alternativa, um bom fio de leite condensado. Lecker! Que é como quem diz: "Delicioso!"
Da Rabien aproveitei também para trazer um pacote de Spitzen Baumkuchen, bolinhos para a árvore de Natal, "Baum" é árvore. São vendidos o ano inteiro, prova da devoção que os alemães têm ao Natal (vão ver o que é Natal em pleno Agosto em posts mais à frente). Só que, estava bem de adivinhar, os bolos não resistiram até ao Natal. Lá chegar a Portugal, chegaram, o resto da intenção é que, bem, foi só intenção... E bem gostosos estavam...

12 de janeiro de 2018

Dia 8: Minha Berlin-Berliner Bär

Quem vai a Berlin vê ursos em toda a parte. Nada mais simples de entender: o urso é o símbolo da cidade e os ursos que se vêem espalhados pela cidade chamam-se Buddy Bears, uns amigalhaços para turista ver, claro. São fotogénicos para as selfies.
Agora, o porquê de o urso ser o símbolo de Berlin é que é mais difícil de explicar. A teoria mais tonta diz que a palavra "urso" em alemão "Bär" lê-se tal e qual como a primeira sílaba da cidade "Ber" e que, por isso, o símbolo vinha daí. Quatsch! Que é como quem diz: "Disparate!"
Seja como for, não há teoria definitiva. Talvez o urso seja uma homenagem ao Margrave Albrecht,o Urso que fundou Brandenburgo, o estado à volta de Berlin, em 1157. É um símbolo querido e não me lembro de alguma vez ter vindo a Berlin sem levar de volta um destes ursitos que me decoram o escritório lá em casa, muito, muito longe de Berlin...

9 de janeiro de 2018

Dia 8: Minha Berlin-Willy Brandt

O primeiro Chanceler alemão de que tenho memória foi o Helmut Schmidt. Porém, o político que sempre melhor conheci foi o Willy Brandt, tal era o seu grau de popularidade e presença na vida pública alemã. Ganhou o Nobel da Paz ainda antes de eu nascer e, na pouca intervenção política que o meu Pai teve, teve-a, como ele diz, a colar cartazes para a campanha do Willy Brandt para Chanceler em 1969 (way before I was born).
Penso no meu Pai e penso nas minhas Tias e em todos os que lutaram por uma Europa unida e um mundo em paz. A maior parte deles já morreu. A memória vai-se apagando e vejo o mundo caminhar perigosamente à beira de um precipício. A tentação do abismo é grande...
Aqui em Berlin há um Forum dedicado ao Willy Brandt, à sua vida e ao seu legado. Faço votos de que sejamos mais os que queremos preservar as conquistas civilizacionais do pós-Guerra e do pós-Muro do que os que não se importam.

5 de janeiro de 2018

Dia 8: Minha Berlin-Nivea Haus

Quando passo à porta da Nivea-Haus (que os alemães pronunciam Nifêa), é como se a menina das trancinhas louras que trago comigo saltasse cá para fora. Cresci com o creme Nivea das latas azuis que a Mãe usava em nós para tudo, desde joelhos esfolados a hidratação da cara logo pela manhã. Ainda hoje associo o cheiro a creme Nivea à infância e a conforto e segurança (sim tive a infância mais feliz do mundo).
Entro e puxo o meu marido para dentro da loja. Aqui é o paraíso Nivea. Há um spa e toda uma panóplia de produtos que nunca chegam a Portugal mais os incontornáveis produtos para turista e edições limitadas. Compro de tudo um pouco e fico contente por saber que a bagageira do carro tem espaço para acolher esta minha folia. Podia ficar aqui a tarde inteira mas acho que o meu marido não ia aguentar uma tarde dedicada a cremes...