17 de outubro de 2010

Blondelicious chocolate cake

Então é assim: a Zana enviou-me uma série de receitas de bolos feitos em três minutos no microondas. Disse que era para eu me aventurar na cozinha. Pois sim, Zaninha...
Ontem experimentei um de cenoura. A desgraça esperada... Parecia um queijo duro abatido no centro e todo esburacado da traça. Mas blonde que é Blonde não desiste ante a adversidade culinária. Hoje experimentei um de chocolate. Aldrabei a receita valentemente (blonde que é Blonde não consegue seguir receitas) et voilá:




Ingredientes:
1 ovo
3 colheres de sopa de azeite (o original dizia óleo mas isso não existe em casa de Blonde)
3 colheres de sopa de água (a receita dizia leite mas isso também cá não há)
2 colheres de sopa de chocolate em pó
2 colheres de sopa de açúcar (no original eram 3)
4 colheres de sopa de farinha
1 colher de café de fermento
Numa tacinha bater o ovo com um garfo. Depois juntar os líquidos, o chocolate e o açúcar e bater mais um pouco. A seguir juntar a farinha e o fermento e bater até ficar massa de bolo (esta aqui deu-me que fazer: a farinha virou milhões de bolinhas brancas e desfazê-las foi um sarilho, preciso dicas, s.f.f.). Levar a tacinha ao microondas na potência máxima durante 3 minutos.
Ficou... absolutamente delicioso. E eu fiquei... absolutamente parva por aquilo ter ficado um BOLO autêntico. Um bolo miniatura, é certo, mas um bolinho tão bonitinho.
Já era, nem uma migalhinha sobrou:)

15 de outubro de 2010

Vou ler

Até parece que nunca leio, eu que leio até os rótulos de tudo quanto é coisa comezinha. Leio porque os olhos não sabem sequer olhar sem ler. Mas enfim... Depois de três romances históricos de enfiada (Philippa Gregory, Anne O'Brien, Christie Dickason), decido que vou dar tréguas à escrita feminina e que me empaturrei do género pelos tempos mais próximos. Quero qualquer coisa nova. O pior é que os livros são como os vestidos: prateleiras deles e nada para ler. Passo os olhos pelas estantes da biblioteca. Centenas de livros novos vindos de todo o mundo, a carga que eu trago por esses aeroportos fora, e nada que me apeteça neste instante. Vou ao quarto. No banco corrido aos pés da cama os livros moribundos. Aqueles que já passaram pela cabeceira, que eu nunca acabei, que eu talvez nunca acabe mas que não tiro do quarto para não morrerem de vez (o eterno "Out of Africa", grande filme, uma seca de livro; "Mary Magdalen"; Melvyn Bragg; "Hier, wo wir uns begegnen" e mais umas resmas deles). Na estante do quarto os livros prioritários. Os que eu comprei com ânsias de ler logo, logo mas que, por algum acaso, deixaram de ser prioritários e eu já me esqueci porque os comprei. Na mesa de cabeceira ainda há dois ou três por acabar. Livros que ainda não se juntaram aos do banco dos pés da cama. Não sei mesmo o que vou ler. Não sei que livro abrir e acho a sensação do mais estúpida que pode haver.
Encontro-o. Capa preta. Escondido por detrás de um guarda-jóias no quarto. Nem me lembrava de o ter comprado. Uma tradução em Português de um original em Inglês. Ainda me pergunto o que é que me teria passado pela cabeça para comprar em Português um livro escrito em Inglês. Mas lembro-me vagamente de uma compra por impulso num centro comercial qualquer porque conhecia a colecção e queria continuar a ler um novo episódio de uma saga ao estilo Zimmer-Bradley.
Decido-me levá-lo para a cama. Leitura lenta e intrincada. Tenho de marcar a primeira página porque estou sempre a ir conferir informação. Gaita, eu queria ler por prazer e estou a ler com muita atenção para não me perder. Eu queria ler de chofre e isto vai demorar. Céus, tantos livros e nada para ler...

14 de outubro de 2010

Apetece-me

Apetece-me escrever... mas não sei o quê.
Apetece-me ler... mas não sei o quê.
Apetece-me ficar quieta... sem me apetecer.
Não sei mesmo o que me apetece mas que me apetece, apetece.

13 de outubro de 2010

Enquanto isto, no Chile


Eu desconfiei que a coisa deveria ser mega quando de cada vez que abria o Yahoo só me apareciam mineiros chilenos. Vou para a faculdade e os mineiros estão nas notícias da rádio no carro. Venho da faculdade e os mineiros continuam na rádio. Finalmente vejo as imagens e percebo a real dimensão do problema, do salvamento, da emoção, da globalidade em que se tornou um buraco no Atacama. Aquilo parece um parto das entranhas da Terra. Uma ninhada de gente parida em novo sofrimento. Um a um num parto multigemelar. E por esse mundo fora as mesmas reacções nos olhos das pessoas. E sem sabermos somos, afinal, tão iguais. Gaita, fiquei cá com um nó...

Mas ao menos

vencemos na Islândia e estamos na ONU. Eh valentes! Até parece o paraíso.

11 de outubro de 2010

Outra vez a marmelada


Pois é, as primeiras chuvas trazem a época das marmeladas, compotas e geleias. Por aqui já saiu a primeira panelada de marmelada (até rima!). Deliciosa! Este ano deixei-me de grandes invenções e só juntei açúcar e canela aos marmelos biológicos aqui do quintal. Para a semana a ver se faço mais. Mas, por favor, alguém me ensine a cortar marmelos aos quartos sem abrir os pulsos. Eh fruto mais rebelde! (Ou então é o jeito que é mesmo uma desgraça...)