Que seca de fim-de-semana. Tantos planos todos furados. Aqui estou feita eremita com uma gripe de caixão à cova, aborrecida com o tempo, aborrecida de enfado. Dói-me o corpo, tenho o nariz fluorescente de Rudolph barrado a creme gordo, enfio Antigrippines como doida, tomo pastilhas de vitamina C como quem bebe sumo. Ontem plantei-me ao estilo zombie em frente da televisão. Vi um documentário sobre gente gorda e magra e fiquei a saber que o meu gene dos 50 kgs é uma anormalidade evolutiva e que eu não sobreviveria a um período de fome generalizada. Portanto, o ser humano é biologicamente programado para ser mais anafadinho. Vi três episódios de uma nova série da Fox Life, "Parenthood" e vi as novas do OE em tudo o que é canal. A meio da tarde fiz um mini-bolo de chocolate no microondas mas como não tenho olfacto nem paladar bem podia estar a comer plástico que devia ser igual ao litro. A pilha do controlo do alarme entregou a alma ao criador e tive de me trancar à maneira antiga quando subi para dormir. O raio da hora mudou e eu acordei quinhentas vezes a olhar para o relógio e a pensar quando é que o tempo passava que estava farta de estar na cama.
Estou insuportavelmente chateada...
31 de outubro de 2010
30 de outubro de 2010
Acordei como... crap
O Pai-Avô faz anos hoje. Há festa surpresa em casa da Mana com bebé Manel a sair da cartola dos presentes. E a Tia Bá acorda desgraçada com dores de garganta, moída do corpo (e não foi das duas sessões de ginásio de ontem) e a respirar por uma narina. Aaaaargh! Com mil milhões de macacos despenteados, isto não é justo! Tinha de ser logo hoje???? Aqui vou ficar em prisão domiciliária o dia todo, não é justo!! Não é justo!!
Ai que raiva!!
Ai que raiva!!
29 de outubro de 2010
Acordei como Natal
Há neblina nos montes em frente da casa. A luz difusa cinzenta está molhada pela chuva. Sinto-me a acordar no dia de Natal. Não sei porquê o paralelismo mas é esse o primeiro pensamento. Sinto-me feliz de Natal. Imagino, lá longe na cidade, o bebé Manel a ser levado para casa. Imagino a Mana a entrar pela porta com aquele embrulhinho de gente. Hoje deixo-os em paz de presépio. Estou feliz aqui na distância neste dia pardo e meu.
28 de outubro de 2010
PhD fashionista
E lá estavam elas na primeira fila da sala às 8.30 da matina, ambas com um lenço ao pescoço com o mesmo nó que vieram perguntar à Prof. como se fazia. É, eu devia mesmo era ter seguido moda! Agora dei em trendsetter, tá visto!
Acho que vou começar uma série: episódios hilariantes da vida docente. God!
:)
Acho que vou começar uma série: episódios hilariantes da vida docente. God!
:)
27 de outubro de 2010
Ai não há acordo?
Pois não haja. Muita bulha por nada, já dizia o Shakespeare. No fim de contas, o PSD vai abster-se, o OE vai passar, a derrapagem nas contas vai continuar, o susto vai ser esquecido e nós aqui continuaremos a encanar a perna à rã em vez de enfrentarmos os problemas. E, como sempre, este será o eterno país adiado, permanentemente suspenso na corda bamba. Um país falhado, alegre na mediocridade. Um país de enganos estendido ao sol. Somos assim há tantos séculos porque é que iríamos mudar?
O que só me admira (ainda) é o ego fenomenal desta gente, a falta de sentido do bem comum, a capacidade de mentira e teatro e, arrisco até dizer, o prazer que lhes deve dar sentirem na palma das mãos os destinos de um povo. O poder deve ser, de facto, uma droga que cuidado com ela...
O que só me admira (ainda) é o ego fenomenal desta gente, a falta de sentido do bem comum, a capacidade de mentira e teatro e, arrisco até dizer, o prazer que lhes deve dar sentirem na palma das mãos os destinos de um povo. O poder deve ser, de facto, uma droga que cuidado com ela...
Proudly presenting
O Manuel.3.223kgs de gente com pressa para nascer. Veio antes do tempo, apanhou a Tia Bá num dia cheio de aulas, estragou os planos da festa de aniversário do Avô, em suma, novo Escorpião apresenta-se ao serviço e já cheio da sua micro personalidade (estamos fritos!).
E o que é que a Tia Bá tem para dizer? Pois... a Tia Bá pensava que ia ficar histérica de emoção, a Tia Bá pensava que lhe iam sair palavras grandiloquentes e o que é que aconteceu? A Tia Bá emudeceu pura e simplesmente. Caiu-lhe o coração aos pés quando saiu da primeira aula da manhã e, de repente, havia um Manel já gente algures num berço num hospital de Lisboa. E a Tia Bá que pensava que os primeiros pensamentos fossem pensamentos de Manel saíram-lhe pensamentos da Mana. A Tia que pensava que passava instantaneamente a Tia continuou irmã e isso alegrou-a. O Manel pode vir, mas a Mana já cá estava e a Mana é a coisa mais adorada na vida da Tia. E foi ver a Mana mãe o que mais pasmou a Tia no dia em que o Manel nasceu.
O primeiro e, até à data, único recém-nascido que eu vi foi exactamente a Mana e agora entro de novo num quarto de hospital e, em vez de ver a Mãe e um bebé, vejo a Mana e um bebé, isto sim, isto é que é avassalador. Saíram-me as emoções ao contrário. Emoções felizes e estranhas na sua novidade. Vejo-os aos três ali no quarto, a vida que lhes começa como família, e deixo-me flutuar na margem. Sou bem-vinda e adorada mas aquilo são eles e é deles. Aquilo é a Mana, a Mana que tem um embrulhinho de gente pequenina e quentinha nos braços e eu fico tão feliz por isso.
O que é que a Tia Bá tem para dizer? A Tia Bá agora prefere sentir do que dizer...
Olá Manel! Sê tão bem-vindo!
26 de outubro de 2010
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