
Que saudades, Mutti... Que não passam.

Já vos disse que conheci o tipo? Oh yeah... Eu ainda não era PhD e ele ainda não era "o" Michael Bubblé. Londres. Noite cerrada e chuva miudinha. Venho de Oxford de duas palestras que dei à frente dos gurus do império. Estou cansada. Sigo-lhe a voz calma em "Me and Mrs. Jones". Vejo-o de tuxedo e ténis brancos encardidos. É forte e tem ar de jogador de baseball. Trocamos umas palavras e "prometo-lhe" a fama que ele vai ter. Ri-se. Pergunta-me se não quero comprar um cd que ele tem numa pilha debaixo do piano. Respondo que prefiro comprar-lhe os cds que ele vai meter na Billboard. Tomo um chocolate quente e fico ali a ouvi-lo enquanto me acalmo da maratona dos últimos dias. Venho embora para o meu PhD e ele segue para uma carreira.
Logo à noite estarei ali, em frente dele, no futuro do passado. Congrats Michael! You sure the hell made it!
Tá boa esta! O que é que eu posso fazer pelo meu país?! E que tal: o que é que o meu país pode fazer por mim? Essa sim, era uma novidade.
A SIC lembrou-se de ir perguntar isto aos portugueses. As respostas foram mais ou menos a minha com a atenuante de as pessoas serem muito conformadas e o português ser um bom burro de carga, saco de pancada também se aplica, e eu sou muito protestante (no sentido laico), benza-me Deus.
É que estou mesmo farta desta onda imitadora, a começar pelo Dr. Jorge Sampaio no Prós e Contras de há umas semanas, que se lembrou de pegar no Kennedy e na América, exactamente os melhores modelos para Portugal copiar (é que tem mesmo tudo a ver!) e desatar a pedir a epítome patriótica ao povo. Fartinha. E como eu costumo discutir com os meus alunos este exactíssimo discurso na versão original, óbvio, aqui fica para vermos que sim, dá mesmo vontade de ajudar este país.