8 de fevereiro de 2009

Au Ballet



Aos anos que eu não ia ao ballet...

Gostei, mas deu-me pena que o Coliseu não enchesse como quando foi da Mafalda Veiga aqui há uns dias. E dá-me pena que as pessoas vão ao ballet como quem vai a um concerto rock. Isto, se calhar, é uma visão elitista das coisas, mas não é tão bom uma pessoa arranjar-se e aprumar-se para um serão de ballet, de ópera...? Não será tão agradável tirarmos a máscara desenxabida (?) do dia-a-dia e trocá-la por outra mais glamourosa? Não sei, digo eu que sou uma Blonde bimbo que, talvez retrogradamente, ainda crê que diferentes circunstâncias e estados de espírito vão melhor com umas máscaras do que com outras.

Merci, c'était, tout à fait, une très agréable soirée.

9 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

Curiosamente este texto lembra-me o que o meu avô materno me dizia ... Na verdade não acho que seja uma visão elitista de ver as coisas. É apenas considerar que a forma como nos vestimos pode de alguma forma predispor a um determinado tipo de espectáculo. Confesso que nem sempre tenho paciência para o fazer ... mas quando acontece normalmente sabe melhor :-)

antonio - o implume disse...

Tens razão até nas máscaras as pessoas se vão desleixando!

Existem vários posts no emLivro à espera do teu comentário...

Abobrinha disse...

Se calhar é porque levam mesmo essas coisas como casuais. O que pode ser bom! Melhor que eu, que não vou ver ballet porque não sei apreciar. Se fosse uma ópera já era outra história: gostava mesmo de ir a uma ópera!

António de Almeida disse...

Também já não vou ao ballet há uns anos. Também não costumo colocar gravata para ir a espectáculos, principalmente ao fim de semana.

mdsol disse...

Não acho nada que seja um modo elitista! A forma também acrescenta qualquer coisa. OU não?
Este post fez-me recordar uma saída minha muito intempestiva de um museu (aí numa cidade da europa dita civilizadísima) porque já não aguentava uma horda de franceses aos berros e a bater tacões com quem tive o azar de me cruzar. Saí incomodada, a balbuciar uma série de impropérios.... bolas, para se fruir minimamente os quadros (de pintura se tratava) é preciso algum silêncio... Parece-me que a questão básica é a mesma!
:))

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Posso assinar por baixo? Passámos do 8 ao 80 e também não gosto deste laxismo no traje. Não é propriamente a falta da gravata que me incomoda, é mais ver gente de jeans rasgados e t-shirt na Ópera ou num concerto.

Joaninha disse...

Assino e subscrevo.

Destesto ir à opera e ver tiocas supostamente benzocas de calças de ganga...Grrr, aquilo é Ópera, é São Carlos, Não é o pavilhão atlantico no concerto do Metallica...duhhhh!

beijos

Ferreira-Pinto disse...

Está bem, abelha!

Agora deu-lhes para isto do glamour e do "franciu" ... e claro está, é ver o mulherio a querer ir ao ballet abanar as jóias!

Chinook disse...

Lembro-me de concertos e óperas e ballets onde a etiqueta me levou a ir formal. E lembro-me de concertos e óperas e ballets onde fui completamente informal. E aquilo a que fui fui pelo prazer do que ia ver ou ouvir. E fi-lo por aí em todo o lado. O que eu sempre gostei foi efectivamente da música ou da dança qualquer que fosse o formalismo que utilizei. E isso, no fundo, é que me importa.