18 de maio de 2019

Portugal em Espanha

Como Portugal só tem um vizinho, quando tenho a sorte de ter uns diazinhos para mim, o caminho natural é Espanha (quando não me decido em favor da eterna paixão pelo Alentejo). Desta vez, sigo o rumo da Andaluzia que, a meu ver, é das regiões que melhor encarna o estereótipo do salero espanhol. E, claro, Andaluzia na quadra pascal é toda uma experiência.
Começo por Sevilha. Uma revisitação e a primeira vez que lá vou sem ser pela torreira do Verão. O céu está maravilhoso. A temperatura quente mas suportável. a manhã é gloriosa e, mal saio do hotel, faço a pé as avenidas que levam até ao casco histórico da cidade. No caminho, o encontro inesperado com a lembrança de casa. Chama-se avenida de Portugal e eu fico contente por não nos ser dada uma rua mas toda uma avenida. Viva a Ibéria!

15 de maio de 2019

Nada como a Natureza

Nada como a pujante Natureza em flor para me abstrair da raiva dos últimos dias. Aqui uma árvore florida em plena Sevilha já fervendo de calor.

12 de maio de 2019

E agora não sou estrangeira nem portuguesa

Esta foi uma semana de estranhezas. Primeiro, excluíram-me de um concurso para cidadãos portugueses porque eu não nasci em Portugal, apesar de ser portuguesa (até fui à Constituição ver os artigos violados por semelhante parvoíce: são vários). Agora, já que não me aceitam como portuguesa, fui tentar ser incluída num concurso para portugueses residentes no estrangeiro OU luso-descendentes. Pensei que, como nascida no estrangeiro seria luso-descendente. Afinal, também não posso participar nesse concurso porque resido em Portugal.
Alguém me diz que raio de cidadã eu sou perante este país que, por acaso, é o meu? 

8 de maio de 2019

São os portugueses que me fazem estrangeira

Estou lívida! Acabo de ser excluída de um concurso para cidadãos portugueses porque, por acaso, nasci fora de Portugal. Tendo, unica e exclusivamente, cidadania e nacionalidade portuguesas, mas, como não nasci cá, consideram-me estrangeira. Estou como se imagina que estou. Porque é que neste país, tudo o que faço ou sou tem de se submeter à circunstância do meu nascimento? Caramba!

5 de maio de 2019

Mães

Tenho uma sorte incrível. Há três mães na minha vida e isso é excepcional.
Há a Mãe, essa Tudo.
Há a minha irmã que vejo tão orgulhosamente mãe.
E há uma mãe que me adoptou em amor.
As mães são, inequivocamente, o melhor do mundo.

1 de maio de 2019

Das coisas que se vêem no campo

Salva selvagem sempre me traz à memória recordações felizes de infância. Colho uma folha e cheiro, imediatamente transportada a um Tempo sem tempo. Sinto o macio penugento da folha e tudo é lembrança.

27 de abril de 2019

Doce de Laranja Blonde Style

Uma das coisas típicas aqui no campo é que quando há um produto em estação, temos demais. Época dos citrinos, e força aí de laranjas, tangerinas e clementinas. Vai daí meti na cabeça de fazer um doce com uma mistura de clementinas e laranjas, o que, presentemente, me invade as fruteiras. Como adoro "marmalade" inglesa, aquele doce semi-ácido de laranja esfarrapada em que os ingleses se especializaram para gulodice mundial, procurei receitas para o dito cujo. Desisti. "Marmalade" leva muitas cozeduras e recozeduras das laranjas e tempos sem fim. Depois lembrei-me de uma vez em que a Mãe fez doce de laranja e os boiões explodiram já o doce estava enfrascado e devidamente armazenado e foi uma cena assustadora e parva de doce explodido pelas paredes. Assim sendo, fiz o que faço habitualmente em matérias culinárias. Inventei. Cá vai.
Ingredientes:
- Laranjas e clementinas (peso a olho mas talvez 1kg)
- Açúcar louro (peso a olho mas talvez 700grs)
Preparação:
Cortar os citrinos, depois de bem lavados e com casca, em rodelas muito fininhas. Levar as rodelas de laranjas e clementinas ao lume e deixar cozer até ficarem moles. Acrescentar o açúcar e deixar cozinhar em lume brando até começar a fazer ponto de estrada. Apagar o lume e enfrascar.
Simples e delicioso!