12 de janeiro de 2019

E depois há este campo

Os vinhedos dormentes na invernia, o verde perene do campo português. Mais céus de infinito turquesa e a alegria de morar num local onde a alma pode abrir as asas à vontade.
#iloveportugal

9 de janeiro de 2019

País maravilhoso

Pode fazer frio. Pode ser o pico do Inverno, mas temos este sol ameno, esta limpidez de céu e este mar infinito. Somos heróis do mar e a ele precisamos sempre voltar. Temos o mar-oceano por tão garantido que nos esquecemos do quão privilegiados somos pela geografia que nos calhou em sortes...
#iloveportugal

5 de janeiro de 2019

O que se descobre em árvores de Natal

Quando dei aos meus sobrinhos (8 e 5) liberdade para decorarem a árvore de Natal deste ano, devem ter entendido que liberdade era o máximo absoluto de que as suas cabeças infantes se lembrassem. É assim que descubro onde vieram parar os cabos das sombrinhas de chocolate que lhes dei.
Com a sua virola (mesmo apropriada para pendurezas) e a sua chamativa cor amarela, devem ter pensado os petizes que os cabos dariam magníficas decorações.
A Tia, por sua vez, lá pensa que nada como a imaginação infantil para nos colocar, a nós adultos convencionais, um sorriso nos lábios...

26 de dezembro de 2018

Árvore 2018

Há dois duendes, de 8 e 5 anos, que se encarregam das decorações natalícias. Dou-lhes uma autorização excepcional este ano: podem escolher o sítio onde vamos colocar a árvore de Natal (como sempre, nesta casa, um resto qualquer de poda). Exultam na alegria de tão fantástica liberdade. Digo-lhes que a mãe deles gostava muito das maçãzinhas quando era pequena. Enchem a árvore de maçãzinhas, como a enchem de ornamentos que vão descobrindo dentro de caixas dentro de caixas. Refreio os meus impulsos de lhes dizer que estão a meter demasiadas coisas na árvore. Não dou palpites e fico-me a observá-los entretidos e a ouvir as suas conversas e negociações. Eles podem estar alegres, eu estou mais, muito e indizivelmente mais.
Também os autorizo a decorar a casa. Ainda me assoma um semi-pensamento de que me vou arrepender na hora de ter de desmontar o Natal mas não quero saber. Lembro-me dos Natais mágicos da minha infância feliz e quero proporcionar algo semelhante aos meus sobrinhos. Acabo com os corrimões decorados, as portas todas, casas-de-banho e cozinha e tudo o que seja puxador de gavetas e móveis. Sim, vai ser bonito arrumar o Natal mas jamais tão bonito como vê-los azafamados.
Um Natal onde haja crianças corresponde a todos os clichés e frases gastas de tão verdadeiras que são.
Feliz Natal!

15 de dezembro de 2018

O meu Novo Testamento

Passo por isto a segunda vez na vida. De ambas as vezes, a mesma sensação aliviada de pôr um certo arrumo na morte, a minha.
Da primeira vez, foi uma necessidade óbvia e premente que me fez testamentar-me. A lei portuguesa contra mim, contra os meus desejos últimos e primeiros. O meu infindável divórcio que estava no começo e o imperativo sentido de proteger os meus face aos direitos legais, mas não morais, do meu ex-marido que, sem o divórcio averbado, seria sempre meu herdeiro universal. deserdei-o no que a lei me permitia, ou seja, até 50% do património por mim detido. Achei uma ofensa, uma imoralidade que, naquela guerra, eu tivesse de ceder a uma lei que me fustigava. Determinei-me a não morrer enquanto o divórcio não se concluísse. Consegui.
Agora, numa fase nova, outras necessidades do meu querer derradeiro me levam a um testamento. Razões pragmáticas e aliviadoras. As testemunhas que me assistem no acto legal verbalizam o desconforto de me verem ali a tratar da minha finitude. Rio-me. Desdramatizo. Digo-lhes do meu alívio e da minha alegria por deixar coisas tratadas e arrumadas, eu que não gosto de embrulhos e confusões.
Sim, é alívio. Nada melhor para a vida do que o tratamento pragmático e não mórbido da morte.

12 de dezembro de 2018

Pôr-do-sol em Presque Isle, Lago Erie

Disseram-nos que aqui em Presque Isle, uma península que entra pelo grande lago Erie adentro, se dão dos ocasos mais magníficos do planeta. Vindos de um país oceânico virado a Oeste, tínhamos, forçosamente, de vir comprovar se uma tão ousada afirmação seria possível. Passamos a tarde no parque estadual de Presque Isle, no estado da Pensilvânia, e aguardamos o afamado pôr-do-sol.
O lago gigante assemelha-se a um mar. As praias de areia fina enganam-nos a pensar em praias de oceano. O sol vai cair dentro de água e há aqui uma familiar similitude com o país de onde vimos. Observamos o disco solar descer no horizonte. Ficamos na hipnose deste poente até anoitecer.
Pode não ser um pôr-do-sol que se esconde atrás do Atlântico, mas comprovamos que é igualmente belo. Testemunho que aqui em Presque Isle há razões para que digam as maravilhas que digam deste pôr-do-sol...

8 de dezembro de 2018

Abrigo anti-tornados

Tenho um interesse particular por fenómenos climatéricos extremos (desde que eu esteja a salvo e não existam vítimas). Gosto de filmes-catástrofe e já estive num simulador de tornados. Nutro o desejo de um dia vir aqui às grandes pradarias observar tornados. Estamos na zona deles e, aqui em Nappanee, passo por vários abrigos que me dizem que este é um fenómeno com o qual é preciso aprender a conviver. Sim, é melhor ver filmes de Hollywood do que experimentar este tipo de calamidade atmosférica...