Vietname. Zâmbia. Bangladesh. Sérvia. França. Polónia. Itália. China. Sri Lanka. Levei-os aos Pastéis de Belém, aos Jerónimos, ao CCB.
Trouxe-lhes ramos de oliveira do meu campo para saberem o que são oliveiras. No último dia invadiram-me a sala quando eu estava sózinha. Deram-me símbolos do país a que me fiz.
Vou juntar a andorinha à minha parede cheia de andorinhas; um bando começado pela Avó e que foi crescendo comigo.
Obrigada!
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18 de novembro de 2015
2 de setembro de 2015
É no que dá
Levar alunos alemães ao CCB dá nisto:
- Ah, e tal a Ute Lemper quando cá vem até costuma actuar aqui.
- QUEM?
É oficial: entrei na provecta idade. Até houve um que me perguntou se eu me lembrava do "Der blaue Engel" da Marlene Dietrich! Ja, aliás, eu é que ensinei a Dietrich!
Vida...
- Ah, e tal a Ute Lemper quando cá vem até costuma actuar aqui.
- QUEM?
É oficial: entrei na provecta idade. Até houve um que me perguntou se eu me lembrava do "Der blaue Engel" da Marlene Dietrich! Ja, aliás, eu é que ensinei a Dietrich!
Vida...
31 de agosto de 2015
Relapso momentâneo
E quando os alunos batem com os nós dos dedos na mesa ao final da aula isso só pode ser duas coisas: gostaram; são alemães. Hoje aconteceu outra vez e é nesses momentos que tenho breves relapsos sorridentes.
Danke, ihr habt keine Ahnung... ou cenas da vida de Prof. em Agosto. :)
Danke, ihr habt keine Ahnung... ou cenas da vida de Prof. em Agosto. :)
4 de junho de 2015
Ai vida de prof!
Estou a ficar velha para isto... Mais um voo de madrugada. Mais uma esticada de duas conferências em quatro dias. Mais aeroportos. Mais o stress de deixar tudo em ordem. Mais fazer a mala. Tenho os powerpoints? Tenho as comunicações? E os cartões de embarque? Mais e mais e mais. O que vale é a excelente (super-bestest) companhia e o chão conhecido onde uma série de coisas imparáveis começou há dez anos. E tenho outra coisa: o meu nome de volta. Em muitos e penosos longos anos volto a viajar com o nome com que nasci. Vitória!
22 de maio de 2015
Cenas de Prof: O melhor texto do ano (so far)
Depois de esta semana ter batido recordes mínimos no nível de Português que me vem parar debaixo dos olhos que, desgraçadamente, tiveram de ler "ele está no aus da carreira", aqui um texto brilhante sobre esta coisa do ensino na universidade:
Message to my freshman students
Também no Facebook:
First, I am your professor, not your teacher
Message to my freshman students
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First, I am your professor, not your teacher
27 de março de 2015
30 de abril de 2014
Sempre estou para ver...
Sempre estou para ver o que vai dar esta cegada dos testes diagnósticos de Inglês do Cambridge aos alunos do 9º ano.
Somos um país a cair de pobre e damo-nos a estas ilusões. Por um lado, o dito do teste é obrigatório mas os pais têm de desembolsar 25eur "à cause des mouches". Depois, parece que o teste é para alunos de 9º ano mas testa a matéria do 7º. A seguir, é obrigatório para os alunos do 9º mas os outros podem fazê-lo voluntariamente. E, por fim, páram as escolas para garantirem aos meninos as condições óptimas para a realização das provas. Isto está tudo doido, ou sou só eu que sou very, very, burra?
Palavra de honra que ainda gostava que me explicassem qual o sentido disto tudo se a maioria dos ditos meninos em crescendo me chega à faculdade numa lástima linguística que dá dó!
Somos um país a cair de pobre e damo-nos a estas ilusões. Por um lado, o dito do teste é obrigatório mas os pais têm de desembolsar 25eur "à cause des mouches". Depois, parece que o teste é para alunos de 9º ano mas testa a matéria do 7º. A seguir, é obrigatório para os alunos do 9º mas os outros podem fazê-lo voluntariamente. E, por fim, páram as escolas para garantirem aos meninos as condições óptimas para a realização das provas. Isto está tudo doido, ou sou só eu que sou very, very, burra?
Palavra de honra que ainda gostava que me explicassem qual o sentido disto tudo se a maioria dos ditos meninos em crescendo me chega à faculdade numa lástima linguística que dá dó!
14 de outubro de 2013
Levei vários murros no estômago
Levei vários murros no estômago ao ler esta entrevista. Primeiro porque sou professora no superior, classe atacada no artigo. Segundo porque sou apenas professora, classe atacada pelo sistema. Terceiro porque penso em várias daquelas coisas ditas "politicamente incorrectas" que atribuo à minha criação alemã e que agora vejo um português verbalizar. Quarto porque o ensino chegou ao fundo do poço e ainda pode descer mais.
Aqui:
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/mitha-ribeiro-estou-fisicamente-preparado-actuar-se-aluno-desobedecer
Aqui:
http://www.ionline.pt/artigos/portugal/mitha-ribeiro-estou-fisicamente-preparado-actuar-se-aluno-desobedecer
2 de outubro de 2013
Reflexões académicas: miscelânea
. Se não fossem/fôssemos os totós do amor à camisola que trabalham em horários de Revolução Industrial, o sistema universitário já tinha colapsado neste país em crise;
. Gostava de saber se no secundário os meninos não usam caneta: é que têm sido tantas as perguntas do "Ó Stôra é preciso caneta?" que começo a desconfiar se a geração Magalhães deixou de usar implementos de escrita convencional;
. E exactamente o que quer dizer "Stôra"?;
. Era bom que os media e a população em geral ficassem de uma vez por todas a saber que as universidades são empresas de conhecimento e que sim geramos as nossas receitas, gastamos com parcimónia e não somos Estado-dependentes no 100% com que ignorantemente nos atiram à cara;
. E, já agora, quando o público em geral acha que temos férias em barda e tempo de sobra, gostava de perguntar quem estaria disposto a abdicar de férias de Verão, entrar às 7.30 da manhã e chegar a casa às 21.00?
. Só mais uma que não resisto, quando ouço a polémica toda das turmas de 30 alunos (que sim, até talvez seja um exagero de gente numa sala), alguém gostaria de dar cadeiras teórico-práticas a turmas de 90 de gente? E que 90x3 ainda dá qualquer coisa como 270 de gente a ser avaliada?
Pois...
. Gostava de saber se no secundário os meninos não usam caneta: é que têm sido tantas as perguntas do "Ó Stôra é preciso caneta?" que começo a desconfiar se a geração Magalhães deixou de usar implementos de escrita convencional;
. E exactamente o que quer dizer "Stôra"?;
. Era bom que os media e a população em geral ficassem de uma vez por todas a saber que as universidades são empresas de conhecimento e que sim geramos as nossas receitas, gastamos com parcimónia e não somos Estado-dependentes no 100% com que ignorantemente nos atiram à cara;
. E, já agora, quando o público em geral acha que temos férias em barda e tempo de sobra, gostava de perguntar quem estaria disposto a abdicar de férias de Verão, entrar às 7.30 da manhã e chegar a casa às 21.00?
. Só mais uma que não resisto, quando ouço a polémica toda das turmas de 30 alunos (que sim, até talvez seja um exagero de gente numa sala), alguém gostaria de dar cadeiras teórico-práticas a turmas de 90 de gente? E que 90x3 ainda dá qualquer coisa como 270 de gente a ser avaliada?
Pois...
18 de setembro de 2013
12 de setembro de 2013
O que os media não dizem
O que os media não dizem é que (ainda) há muitos de nós nas universidades do tão temido funcionalismo público a fazer horários de Revolução Industrial para manter as instituições a funcionar. O que os media não dizem é que se fizéssemos "só" as 40 horas que agora o Estado quer implementar íamos ao fundo mais do que já fomos. O que os media não dizem e o Estado não vê nem o público quer saber é o que está por trás do propalado "regular funcionamento das instituições".
15 de fevereiro de 2013
Cenas que me enternecem
Por razões estritamente profissionais, e sob intenso protesto, facebookei-me há coisa de quinze dias. Hoje tinha esta mensagem:
"hello,
i was your student during my erasmus stay in lisbon couple of years back. i certainly do not expect you'd remember me any particulary, so purpose of this entire message remains rather simple: i'd like to let you know that you were one of the most favorite professor i had the privilege to meet (and not only during my time in portugal). i'm using this rather post-personal medium because i wasted my only chance to express this directly in person. maybe i do not really need to know this and maybe i really do not know why i do so (so late), but what i know how important it is to know that even one person can have positive impact on complete strangers.
sincerely,
X"
Afinal, nem tudo é mau no infame Facebook...
"hello,
i was your student during my erasmus stay in lisbon couple of years back. i certainly do not expect you'd remember me any particulary, so purpose of this entire message remains rather simple: i'd like to let you know that you were one of the most favorite professor i had the privilege to meet (and not only during my time in portugal). i'm using this rather post-personal medium because i wasted my only chance to express this directly in person. maybe i do not really need to know this and maybe i really do not know why i do so (so late), but what i know how important it is to know that even one person can have positive impact on complete strangers.
sincerely,
X"
Afinal, nem tudo é mau no infame Facebook...
13 de dezembro de 2012
Cenas da vida de Prof.: A Prof. não fala Português
Qualquer aluno meu sabe que o meu Português não é nativo. Pois bem, estando a Prof. aqui a distribuir testes a uma turma com umas valentes dezenas de criaturas discentes em estereofonia que não se calavam:
- Calem-se lá um bocadinho, parecem umas baratas!
- Ó Professora, não é baratas. É gralhas...
- Calem-se lá um bocadinho, parecem umas baratas!
- Ó Professora, não é baratas. É gralhas...
12 de dezembro de 2012
Cenas da vida de Prof.: ring-a-ding do teste
- Senhoras e senhores, já sabem que não é permitido levarem os telemóveis para os vossos lugares. Queiram, por favor, desligá-los ou tê-los em silêncio durante a realização do teste.
E eis a banda sonora:
. Bruno Mars, "I think I want to marry you";
. Gotye, "Somebody that I used to know";
. Uma parvoeirada espanhola qualquer;
. Uma coisa que me pareceu Il Divo ou qualquer coisa igualmente má;
. Toques aos milhares.
Eu juro que falei Português desta vez!!
E eis a banda sonora:
. Bruno Mars, "I think I want to marry you";
. Gotye, "Somebody that I used to know";
. Uma parvoeirada espanhola qualquer;
. Uma coisa que me pareceu Il Divo ou qualquer coisa igualmente má;
. Toques aos milhares.
Eu juro que falei Português desta vez!!
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