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14 de agosto de 2019
Já não há Tejo
Sobrevoo a planície da várzea ribatejana e vejo um risco serpenteante cor de areia onde deveria estar um fio azul líquido. De Santarém para cima o Tejo secou. A constatação entristece-me na mesma medida em que me surpreende e me zanga. Serei só eu a notar este desastre? O que é que andamos a fazer e como vamos viver neste cenário de devastação?
13 de julho de 2019
Acabou o nojo pós-divórcio
Então parece que a Lei acabou com a lei do período de nojo pós-divórcio. O que me espanta é como houve uma lei tão estúpida como essa. O que me mais do que espanta é como eu não só apanhei com essa lei como a cumpri por excesso porque depois de o meu divórcio ter sido decretado, ao fim de sete anos de bulha, eu desapareci do sistema de registos nacional e levaram que tempos a encontrar-me.
Enfim, haja esperança para quem quer a liberdade.
Enfim, haja esperança para quem quer a liberdade.
12 de maio de 2019
E agora não sou estrangeira nem portuguesa
Esta foi uma semana de estranhezas. Primeiro, excluíram-me de um concurso para cidadãos portugueses porque eu não nasci em Portugal, apesar de ser portuguesa (até fui à Constituição ver os artigos violados por semelhante parvoíce: são vários). Agora, já que não me aceitam como portuguesa, fui tentar ser incluída num concurso para portugueses residentes no estrangeiro OU luso-descendentes. Pensei que, como nascida no estrangeiro seria luso-descendente. Afinal, também não posso participar nesse concurso porque resido em Portugal.
Alguém me diz que raio de cidadã eu sou perante este país que, por acaso, é o meu?
Alguém me diz que raio de cidadã eu sou perante este país que, por acaso, é o meu?
8 de maio de 2019
São os portugueses que me fazem estrangeira
Estou lívida! Acabo de ser excluída de um concurso para cidadãos portugueses porque, por acaso, nasci fora de Portugal. Tendo, unica e exclusivamente, cidadania e nacionalidade portuguesas, mas, como não nasci cá, consideram-me estrangeira. Estou como se imagina que estou. Porque é que neste país, tudo o que faço ou sou tem de se submeter à circunstância do meu nascimento? Caramba!
18 de julho de 2018
Ir para os States na era Trump
Nunca me apeteceu menos ir para os States do que este ano. É muito deprimente a sensação de não sermos bem vindos ou desejados e, por outro lado, é sabermos que os Estados Unidos são mais do que esta presidência e o seu eleitorado minoritário. Quero ir e não quero...
23 de janeiro de 2018
Dia 9: Berlin e o terror
Por razões históricas sobejamente conhecidas, Berlin tem sido uma cidade muito castigada. Imagens de tragédia e sofrimento abundam nesta cidade. A mais recente ignomínia aconteceu a 19 de Dezembro de 2016 quando o terrorismo fundamentalista islâmico entrou pela Breitscheidplatz e ceifou a vida de 12 pessoas das mais variadas nacionalidades cujo único crime foi estarem no sítio errado à hora errada. Quando é que isto vai acabar?
22 de março de 2016
16 de junho de 2015
Downer
A chatice de se aceder às notícias nos sites americanos da praxe é ficar-se a saber como acaba a season do Game of Thrones na manhã do dia em que acaba a dita. "Death, Death, Death, Surprising Death", pois... e metem a foto do John Snow e a malta adivinha logo o resultado da "surprising death". Bummer!
8 de janeiro de 2015
18 de outubro de 2014
O homem vai morrer, e daí?
É, o David Attenborough vai morrer, mais ano menos ano, mais dia menos dia, só que eu não tenho de ser lembrada disso a sangue-frio, tenho?
Idiota da tipa do The Guardian que se atreve a gozar com a mortalidade do Attenborough. I'm so pissed off! E o raios parta ao eufemismo-chavão-gasto da canção de cisne! Freakin' unbelievable!! Moron...
Aqui:
http://www.theguardian.com/tv-and-radio/2014/oct/18/life-story-david-attenborough-swan-song
Idiota da tipa do The Guardian que se atreve a gozar com a mortalidade do Attenborough. I'm so pissed off! E o raios parta ao eufemismo-chavão-gasto da canção de cisne! Freakin' unbelievable!! Moron...
Aqui:
http://www.theguardian.com/tv-and-radio/2014/oct/18/life-story-david-attenborough-swan-song
13 de julho de 2014
Alentejo: hoje no "The Guardian"
Começo a ler "Forget Ibiza. Forget the Riviera" e, sabendo do coração britânico, penso que vou ter uma surpresa e que vão falar neutralmente das maravilhas do Alentejo como o superior destino de férias, a última jóia das praias europeias por descobrir. Pois sim... Falam disso tudo, só que do ponto de vista da altivez com que olham o resto do mundo: na subalternidade. Na verdade, o artigo é a descrição encantatória de um sítio descomunalmente belo mas é a descrição britânica, não o esqueçamos:
- O Alentejo é um paraíso perdido com 40 ou 50 anos de atraso face à Europa;
- Não é a Toscânia porque não é tão bonito;
- Não é a Provença porque a sua gastronomia não é tão sofisticada.
Deixei de ler.
Quem se der ao trabalho, aqui:
http://www.theguardian.com/travel/2014/jul/12/-sp-portugal-alentejo-region-europe-finest-beaches
- O Alentejo é um paraíso perdido com 40 ou 50 anos de atraso face à Europa;
- Não é a Toscânia porque não é tão bonito;
- Não é a Provença porque a sua gastronomia não é tão sofisticada.
Deixei de ler.
Quem se der ao trabalho, aqui:
http://www.theguardian.com/travel/2014/jul/12/-sp-portugal-alentejo-region-europe-finest-beaches
16 de abril de 2014
Le jour d'après
Como podem ser os dias tão diferentes. Hoje acordei enervada sem razão aparente, quando nem sequer havia razão para nervosismos, bem ao contrário. Talvez que a energia de ontem se tivesse exaurido e me deixasse num invólucro diferente daquele em que ontem o meu corpo habitou. Não sei.
Sei que depois veio o trabalho. O trabalho e mais o trabalho, as contrariedades de uma carreira sem roque neste país sem norte. Perdi as horas do dia em trabalho, danada porque as minhas quarenta horas nunca o foram e não o são mas, para todos os efeitos têm de ser; danada porque as minhas quarenta horas têm de render mais, muito mais, do que as quarenta horas de muitos outros. Se calhar foi por isso que acordei nervosa. Sabia que me ia danar durante o dia.
Sei que depois veio o trabalho. O trabalho e mais o trabalho, as contrariedades de uma carreira sem roque neste país sem norte. Perdi as horas do dia em trabalho, danada porque as minhas quarenta horas nunca o foram e não o são mas, para todos os efeitos têm de ser; danada porque as minhas quarenta horas têm de render mais, muito mais, do que as quarenta horas de muitos outros. Se calhar foi por isso que acordei nervosa. Sabia que me ia danar durante o dia.
31 de janeiro de 2014
Por causa do FMI... vou sonhar com Brac
O FMI continua a insistir que andamos a gastar acima das posses. E o que é que eles têm com isso?
Ando a sonhar acordada com férias na ilha croata de Brac. E, só por causa da embirrância do FMI, vou embirrar continuar a sonhar com Brac até Agosto.
E a modos que a coisa é assim: "Seus idiotas do FMI, vou a Brac, ouviram? Por isso, cortem-me lá mais no salário que mais disposta fico em ir para Brac." Idiotas!
Ando a sonhar acordada com férias na ilha croata de Brac. E, só por causa da embirrância do FMI, vou embirrar continuar a sonhar com Brac até Agosto.
E a modos que a coisa é assim: "Seus idiotas do FMI, vou a Brac, ouviram? Por isso, cortem-me lá mais no salário que mais disposta fico em ir para Brac." Idiotas!
8 de janeiro de 2014
WTF?!
Chega-se ao Inverno e é certo e sabido que as facturas da electricidade me vão irritar até à medula. Bingo!
Então agora pagamos um "imposto especial sobre consumo"? Imposto especial sobre consumo?! De cada vez que acendo a luz estou a consumir. De cada vez que ligo a torradeira estou a consumir. Bem-feita, quem te manda fazer torradas? E que tal acenderes uma vela? Esta gente droga-se. Agora pagamos imposto ESPECIAL sobre o consumo de electricidade como se isso fosse um bem de luxo.
Será que há um imposto standard? Sim, que este é especial (não sei de que é que seja especial, mas é especial).
A outra coisa que me pasma na factura desgraçada é que o IVA sobre a electricidade é de 23%, lá está é um luxo, um bem de terceira necessidade. Já o IVA sobre a contribuição áudio-visual é de 6%, sim porque ver televisão é uma necessidade absoluta e imprescindível à sobrevivência humana.
Só gostava de saber quem são as mentes iluminadas que se lembram destas parvidades. Espera... eu sei.
Então agora pagamos um "imposto especial sobre consumo"? Imposto especial sobre consumo?! De cada vez que acendo a luz estou a consumir. De cada vez que ligo a torradeira estou a consumir. Bem-feita, quem te manda fazer torradas? E que tal acenderes uma vela? Esta gente droga-se. Agora pagamos imposto ESPECIAL sobre o consumo de electricidade como se isso fosse um bem de luxo.
Será que há um imposto standard? Sim, que este é especial (não sei de que é que seja especial, mas é especial).
A outra coisa que me pasma na factura desgraçada é que o IVA sobre a electricidade é de 23%, lá está é um luxo, um bem de terceira necessidade. Já o IVA sobre a contribuição áudio-visual é de 6%, sim porque ver televisão é uma necessidade absoluta e imprescindível à sobrevivência humana.
Só gostava de saber quem são as mentes iluminadas que se lembram destas parvidades. Espera... eu sei.
4 de junho de 2013
Liberation Day
Então parece que a partir de hoje somos donos dos nossos salários.
Ainda gostava de saber que despesa é que dei ao Estado nestes cinco meses e quatro dias em que trabalhei para o dito...
Ainda gostava de saber que despesa é que dei ao Estado nestes cinco meses e quatro dias em que trabalhei para o dito...
27 de maio de 2013
8 de maio de 2013
Not fair
Esta coisa de a sociedade abusar de quem não tem filhos sugando o espaço e o tempo da sua não-existência é uma coisa tramada.
12 de abril de 2013
Enjoei café
O meu problema é que adoro café. Não a bica portuguesa. Adoro o que os portugueses chamam de baldes de café. Adoro café americano, long coffee, moca, de preferência. Bebo litros do dito durante o dia. Não consigo começar o dia sem uma bela chávena de café preto sem açúcar, bem fumegante. Adoro café como a Mãe fazia: com um fio de Sahne ou um fio de leite condensado. Tenho sempre café feito. Isto é: a vida era assim até há duas semanas quando entrou aqui um vírus que achou que este corpinho esbelto era um hospedeiro porreiro e eu enjoei comida e, muito particularmente, café.
Como é que se pode enjoar café? Eu quero voltar a gostar de café. Quero as minhas malgas gigantes de volta. Bicho desgraçado!
Estou a ficar doida de tão enjoada de café. É que nem o cheiro de café consigo imaginar sem me dar volta ao estômago. Quero café!!!!!!!
Como é que se pode enjoar café? Eu quero voltar a gostar de café. Quero as minhas malgas gigantes de volta. Bicho desgraçado!
Estou a ficar doida de tão enjoada de café. É que nem o cheiro de café consigo imaginar sem me dar volta ao estômago. Quero café!!!!!!!
25 de março de 2013
Ida ao centro de saúde
Recebi a tal infame carta a dizer que eu não vou ao centro de saúde há mais de três anos. Em vez de me chatear com assuntos de lana caprina, o Estado devia dar-se por contente por a) eu ter saúde e b) não lhe dar despesas. Mas não, o Estado chateia-me e eu, sempre estupidamente cumpridora, lá me desloco ao tal do dito centro: edifício moderno e totalmente "infuncional". Só duas pessoas à minha frente e tenho de esperar meia hora para que me atendam. Quando chego ao guichet com a senha da alforria, a senhora que supostamente me vai atender levanta-se, sai do guichet e vai abrir a porta dos fundos a duas meninas que devem ser filhas de alguém que ali trabalha. Regressa ao guichet e diz que eu não tenho médico de família (whatever that is, porque a minha família sou só eu).
Ignorante, pergunto o que me acontece se, por acaso, precisasse de um médico:
- Ah, vinha cá. Nós abrimos às 8.00 e só pode marcar consulta no próprio dia.
- ?????????????
- Pode marcar por telefone mas não garantimos consulta. Convém chegar antes das 8.00. - Responde na sapiência máxima do funcionário de guichet, contra o qual eu não tenho nada, mas que me irrita solenemente.
Ou seja, pago impostos para isto. Recebo uma carta do mais idiota que imaginar se possa mas, afinal, não tenho médico. Gasto uma boa parte da manhã para nada e dou graças aos céus que ainda posso pagar um seguro de saúde privado. Isto de ser cidadão num país a esboroar-se é obra...
Ignorante, pergunto o que me acontece se, por acaso, precisasse de um médico:
- Ah, vinha cá. Nós abrimos às 8.00 e só pode marcar consulta no próprio dia.
- ?????????????
- Pode marcar por telefone mas não garantimos consulta. Convém chegar antes das 8.00. - Responde na sapiência máxima do funcionário de guichet, contra o qual eu não tenho nada, mas que me irrita solenemente.
Ou seja, pago impostos para isto. Recebo uma carta do mais idiota que imaginar se possa mas, afinal, não tenho médico. Gasto uma boa parte da manhã para nada e dou graças aos céus que ainda posso pagar um seguro de saúde privado. Isto de ser cidadão num país a esboroar-se é obra...
20 de março de 2013
O estudo da Mercer
Ontem saiu um estudo da Mercer onde se compara os vencimentos do sector público com os do privado. Sabendo, de antemão, que me ia chatear, dei-me ao trabalho de ir ler o relatório. Se era para me pasmar, pasmei. Mas claro, eu sou loura, burra, luso-estrangeira e tirei um doutoramento na farinha Amparo e, por isso, não compreendo como se comparam incomparabilidades. Universos desproporcionais, dados enviesados, realidades distintas. Não se contam os cortes entretanto advindos dos últimos Orçamento de Estado. Não se explica que os contratos dos docentes do superior público são uma coisa e os dos privado outra. Enfim... Mas como, no cômputo geral, a função pública sai mal na imagem, isso é o que interessa ao povo e ao Governo. Venham os próximos cortes.
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