E eu dou comigo a reler o que escrevi e já não me lembrava. De vez em quando ainda pergunto se eu escrevi realmente aquilo que escrevi. Esta coisa do Eu na 3ª pessoa tem que se lhe diga.
Portanto, "peace had to be sacrificed in the very name of peace-keeping": claro que a paz é "sempre" sacrificada em nome da paz.
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19 de março de 2014
6 de novembro de 2013
Como sabemos que estamos a ficar doidos
. Quando batemos à porta do nosso próprio gabinete e temos a chave na mão;
. Quando saímos do elevador no piso errado e metemos a chave do nosso gabinete na porta do gabinete de um desgraçado qualquer que deve ficar a pensar que o estão a assaltar.
Sim, os dias estão positivamente doidos!
. Quando saímos do elevador no piso errado e metemos a chave do nosso gabinete na porta do gabinete de um desgraçado qualquer que deve ficar a pensar que o estão a assaltar.
Sim, os dias estão positivamente doidos!
1 de novembro de 2013
Num ex-feriado
Acordo cedo que o dia vai ser longo.
Na rádio uma voz familiar e querida diz-me boas-novas. Boa sorte! Sê feliz!
Há uma palestra no CCB.
Não costumo falar tanto em Inglês no meio de portugueses e dou por mim a falar Português com um sotaque tão carregado que nem me lembro de como se dizem coisas tão simples como "silêncio".
A academia portuguesa; nem sempre lhe percebo o modus operandi. E ela nem sempre entende o meu... (mas irrita-me que as sessões não acabem a horas, que ninguém cumpra os tempos de apresentação, que leiam sem entoação e que façam slides com manchas gráficas tipo página de livro; não que eu seja perfeita, that is). E ainda me irrita que me chamem "Senhora Professora" quando estou entre pares. Vou morrer sem nunca ter sido capaz de ser portuguesa como quis que ficasse no B.I.
Passei num cemitério e havia gente e flores. Não passei no meu cemitério. Não pude ir ver os meus. Alguém o fez por mim. Senti-me culpada e vazia. É o Governo. É o país. É a carreira. É tudo. E nada sou eu.
No fim, it was one heck of a day! I got such a kick out of it!
Na rádio uma voz familiar e querida diz-me boas-novas. Boa sorte! Sê feliz!
Há uma palestra no CCB.
Não costumo falar tanto em Inglês no meio de portugueses e dou por mim a falar Português com um sotaque tão carregado que nem me lembro de como se dizem coisas tão simples como "silêncio".
A academia portuguesa; nem sempre lhe percebo o modus operandi. E ela nem sempre entende o meu... (mas irrita-me que as sessões não acabem a horas, que ninguém cumpra os tempos de apresentação, que leiam sem entoação e que façam slides com manchas gráficas tipo página de livro; não que eu seja perfeita, that is). E ainda me irrita que me chamem "Senhora Professora" quando estou entre pares. Vou morrer sem nunca ter sido capaz de ser portuguesa como quis que ficasse no B.I.
Passei num cemitério e havia gente e flores. Não passei no meu cemitério. Não pude ir ver os meus. Alguém o fez por mim. Senti-me culpada e vazia. É o Governo. É o país. É a carreira. É tudo. E nada sou eu.
No fim, it was one heck of a day! I got such a kick out of it!
4 de outubro de 2013
Hoje é um daqueles dias
Sexta-feira e acabo uma reunião na faculdade às 20.13. Chegar a casa não chegar e são 21.00. As chatices para resolver foram hoje mais que muitas. Só me apetece sofá, uma sandes (de preferência que nem me dê trabalho) e é só...
22 de setembro de 2013
Enquanto o Outono chega e não chega
Enquanto o Outono chega e não chega, aproveito as sestas do meu sobrinho (de weekend com a Tia) e vou penosamente escrevendo o artigo que tem de estar pronto por estes dias. Ele há dias em que só me apetecia ser Tia...
12 de setembro de 2013
O que os media não dizem
O que os media não dizem é que (ainda) há muitos de nós nas universidades do tão temido funcionalismo público a fazer horários de Revolução Industrial para manter as instituições a funcionar. O que os media não dizem é que se fizéssemos "só" as 40 horas que agora o Estado quer implementar íamos ao fundo mais do que já fomos. O que os media não dizem e o Estado não vê nem o público quer saber é o que está por trás do propalado "regular funcionamento das instituições".
3 de setembro de 2013
Procrastinação
Procrastinação - palavra estúpida bem aplicada a Blondewithaphds que têm até 30 de Setembro para entregarem um paper que ainda não está escrito, que tem de ser escrito e que não têm vontadinha nenhuma de escrever.
2 de março de 2013
Manhã de Sábado diferente
Gosto de rotinas. Talvez que a minha educação alemã muito conforme à disciplina me tenha feito apreciar a rotina: saber o que me espera, contar com a organização do tempo em prateleiras limpas do pó. E neste andar assim, as minhas manhãs de Sábado começam como todas as manhãs de Sábado com uma sessão de Pillates bem cedinho. Hoje não.
Deitei-me tarde, pus o despertador para não perder a aula. a meio da noite desliguei o despertador. Acordei à mesma à hora prevista para não perder a aula. Forcei-me a não me levantar. Imaginei que não me importava de não ir ao Pillates e desobedeci-me.
Resultado, se eu tivesse ido ao Pillates não teria estado em casa quando uma vizinha me chamou para me dar um periquito todo branquinho que me bicou os dedos todos (e se têm força os diabretes!). Enfim, coisas da vida no campo e de quando eu me ponho a inventar a vida.
É muito giro o bichinho... (e esta Casa qualquer dia mais parece a quinta da bicharada).
Deitei-me tarde, pus o despertador para não perder a aula. a meio da noite desliguei o despertador. Acordei à mesma à hora prevista para não perder a aula. Forcei-me a não me levantar. Imaginei que não me importava de não ir ao Pillates e desobedeci-me.
Resultado, se eu tivesse ido ao Pillates não teria estado em casa quando uma vizinha me chamou para me dar um periquito todo branquinho que me bicou os dedos todos (e se têm força os diabretes!). Enfim, coisas da vida no campo e de quando eu me ponho a inventar a vida.
É muito giro o bichinho... (e esta Casa qualquer dia mais parece a quinta da bicharada).
7 de janeiro de 2013
Não resisto...
"Muito estimada professora Blonde,
Infelizmente se utilizasse o Inglês não conseguiria emitir esta comunicação
com a qualidade que a mesma merece.
[...]
Este é o momento de lhe agradecer a atenção que dedicou a esta
turma de que tenho feito parte e a mim muito particularmente.
Destaco a forma enérgica como conduziu os trabalhos e a vivacidade com que
transmitiu conhecimento e cultura.
A professora possui uma experiência invulgar, e embora só de vez em quando
se tenha referido à mesma, ficam os seus alunos com a certeza de que muito
mais nos poderia transmitir se para isso houvesse tempo.
[...]
Muito obrigado,
Um aluno"
Ainda estou parva... E ainda vão havendo razões nesta profissão enxovalhada que nos fazem pensar que nem tudo está perdido.
Infelizmente se utilizasse o Inglês não conseguiria emitir esta comunicação
com a qualidade que a mesma merece.
[...]
Este é o momento de lhe agradecer a atenção que dedicou a esta
turma de que tenho feito parte e a mim muito particularmente.
Destaco a forma enérgica como conduziu os trabalhos e a vivacidade com que
transmitiu conhecimento e cultura.
A professora possui uma experiência invulgar, e embora só de vez em quando
se tenha referido à mesma, ficam os seus alunos com a certeza de que muito
mais nos poderia transmitir se para isso houvesse tempo.
[...]
Muito obrigado,
Um aluno"
Ainda estou parva... E ainda vão havendo razões nesta profissão enxovalhada que nos fazem pensar que nem tudo está perdido.
28 de dezembro de 2012
O que eu gosto mesmo
O que eu gosto mesmo, mesmo é ir trabalhar oito horas para a faculdade quando toda a gente está de férias e ensarilhar o raio do fio do auricular do telemóvel no volante da carrinha e sobreviver para contar a história! Isto ele há dias... Life!
30 de novembro de 2012
Dia de um Prof. universitário
Acho que, nestes dias loucos e insanos, muita gente se deve perguntar que coisas faz esta classe tão estereotipada e mal amada e ainda menos conhecida. Vejamos:
- 7.30 (da manhã, claro) - chego à faculdade;
- 7.30-8.15 - ponho mails em dia que me chegaram durante a noite de outros fusos horários;
- 8.15-9.45 - dou a primeira aula do dia;
- 9.45-10.00 - tomo café que também mereço;
- 10.00-11.00 - reunião;
- 11.00-12.50 - trato de expediente (recebo alunos, tento concentrar-me num orçamento em dólares e respectivas folhas Excel, atendo o telefone, faço chamadas, leio uma legislação urgente porque também estou a preparar burocracias e stresso);
- 12.50-13.20 - almoço (packed lunch que trouxe de casa);
- 13.20 -13.30 - lavo os dentes e componho-me para a tarde (convém, não é?);
- 13.30-15.00 - dou mais uma aula (turma particularmente gigante);
- 15.00-15.30 - vou buscar o dossier da minha mestranda que vai defender tese, encontro-me com o júri, certifico-me de que tenho tudo e chego uns minutos antes da defesa à sala para ver se está tudo em ordem;
- 15.30- 16.40 - sou presidente de júri e orientadora da mestranda que defende a tese (é aprovada e respiro de alívio por outro trabalho concluído);
- 16.40-17.00 - levo o júri para tomar café (a boa educação ainda é o que era e a cordialidade ainda é o que me caracteriza);
- 17.00-18.00 - tento voltar às folhas de excel, ao orçamento, abro mais milhentos mails, peço pdfs, confiro documentos urgentes, stresso;
- 18.00-19.30 - dou nova aula (turma mega-gigante que só cabe em anfiteatro);
- 19.30-20.00 - recebo alunos de pós-laboral no meu gabinete, tiro dúvidas, mostro testes a quem faltou, já vi que não vou ter tempo para voltar aos documentos abertos no computador, desligo o computador;
- 20.00-22.00 - dou a última aula do dia (turma de mestrado e gente tão cansada como eu mas todos fazemos um esforço por sorrirmos e falarmos e aprendermos uns com os outros);
- 22.00-22.10 - desço o elevador para a garagem com um aluno de mestrado que aproveita para me falar de ideias que teve para tese;
- 22.10 - finalmente meto-me na carrinha e regresso a casa;
- 22.50 - chego a casa, a fome passou-me há muito e não tenho espírito para jantar; faço zapping para descontrair e não me apercebo das horas a que me deito. Amanhã há mais: há as folhas de excel, há o orçamento, há os documentos com estatutos para continuar a redigir, há aulas para preparar, testes para fazer, mails por abrir, urgências, pendências. No meio, a falta de tempo para a investigação, os dois capítulos que duas editoras estrangeiras me pediram com prazos para ontem, os orientandos, e tudo e tudo.
Isto, para quem não sabe, é a vida de professor universitário. Nada de privilégios, nada de suavidades contemplativas, muito stress, muitas responsabilidades, muito pouco tempo. Se vale a pena? Ainda há uns de nós que gostamos apesar dos imensos apesares...
- 7.30 (da manhã, claro) - chego à faculdade;
- 7.30-8.15 - ponho mails em dia que me chegaram durante a noite de outros fusos horários;
- 8.15-9.45 - dou a primeira aula do dia;
- 9.45-10.00 - tomo café que também mereço;
- 10.00-11.00 - reunião;
- 11.00-12.50 - trato de expediente (recebo alunos, tento concentrar-me num orçamento em dólares e respectivas folhas Excel, atendo o telefone, faço chamadas, leio uma legislação urgente porque também estou a preparar burocracias e stresso);
- 12.50-13.20 - almoço (packed lunch que trouxe de casa);
- 13.20 -13.30 - lavo os dentes e componho-me para a tarde (convém, não é?);
- 13.30-15.00 - dou mais uma aula (turma particularmente gigante);
- 15.00-15.30 - vou buscar o dossier da minha mestranda que vai defender tese, encontro-me com o júri, certifico-me de que tenho tudo e chego uns minutos antes da defesa à sala para ver se está tudo em ordem;
- 15.30- 16.40 - sou presidente de júri e orientadora da mestranda que defende a tese (é aprovada e respiro de alívio por outro trabalho concluído);
- 16.40-17.00 - levo o júri para tomar café (a boa educação ainda é o que era e a cordialidade ainda é o que me caracteriza);
- 17.00-18.00 - tento voltar às folhas de excel, ao orçamento, abro mais milhentos mails, peço pdfs, confiro documentos urgentes, stresso;
- 18.00-19.30 - dou nova aula (turma mega-gigante que só cabe em anfiteatro);
- 19.30-20.00 - recebo alunos de pós-laboral no meu gabinete, tiro dúvidas, mostro testes a quem faltou, já vi que não vou ter tempo para voltar aos documentos abertos no computador, desligo o computador;
- 20.00-22.00 - dou a última aula do dia (turma de mestrado e gente tão cansada como eu mas todos fazemos um esforço por sorrirmos e falarmos e aprendermos uns com os outros);
- 22.00-22.10 - desço o elevador para a garagem com um aluno de mestrado que aproveita para me falar de ideias que teve para tese;
- 22.10 - finalmente meto-me na carrinha e regresso a casa;
- 22.50 - chego a casa, a fome passou-me há muito e não tenho espírito para jantar; faço zapping para descontrair e não me apercebo das horas a que me deito. Amanhã há mais: há as folhas de excel, há o orçamento, há os documentos com estatutos para continuar a redigir, há aulas para preparar, testes para fazer, mails por abrir, urgências, pendências. No meio, a falta de tempo para a investigação, os dois capítulos que duas editoras estrangeiras me pediram com prazos para ontem, os orientandos, e tudo e tudo.
Isto, para quem não sabe, é a vida de professor universitário. Nada de privilégios, nada de suavidades contemplativas, muito stress, muitas responsabilidades, muito pouco tempo. Se vale a pena? Ainda há uns de nós que gostamos apesar dos imensos apesares...
14 de novembro de 2012
Para o dia de hoje em particular
Vou trabalhar (muito). Vou ao ginásio. A banda sonora para hoje é Maroon 5, "Wake up call". Vou às compras. Vou fazer uma tarte e uma piza. Vou estar contente por haver sol. E acho que é tudo.
19 de setembro de 2012
Já está a ficar escuro
Saio do ginásio às 8.30 e já é noite. Ainda há dias precisava dos óculos escuros. E sair de manhãzinha cedo também já se faz sem sol. Já estou com saudades dos dias grandes e ainda nem é Outono.
27 de agosto de 2012
Finalmente férias!
Agora que toda a gente pensa em regressar, eu vou ter uns diazinhos só meus. Que maravilha!
Férias, aqui vou eu!!
Férias, aqui vou eu!!
15 de agosto de 2012
Este feriado não ia acabar?
Mas que sabe super bem, sabe. Especialmente a meio da semana e justo a meio do curso que estou a dar. Bem, pelo menos este ano já cá canta e para o ano: quem disse que produzimos mais com feriados a menos???
27 de julho de 2012
Fare niente
Até dia 6 de Agosto não vou:
. escrever papers;
. fazer pesquisa;
. preparar aulas;
. compilar materiais.
Eu até nem me acho worhaholic mas se calhar até sou e estou é em negação constante. Seja como for: I need a break.
. escrever papers;
. fazer pesquisa;
. preparar aulas;
. compilar materiais.
Eu até nem me acho worhaholic mas se calhar até sou e estou é em negação constante. Seja como for: I need a break.
26 de fevereiro de 2012
O fim de uma era aproxima-se
Ontem passei o filme todo a pensar na geração que está a sair de cena. Não é só a Margaret Thatcher (magistral, como sempre a Meryl Streep), são as minhas tias alemãs ou o David Attenborough. Nasceram antes da II Guerra Mundial. Viveram o racionamento, os bombardeamentos, a Guerra-Fria e o fim da Cortina de Ferro. Deixaram-nos o mundo tal como o conhecemos. Estão a morrer. Gostemos deles ou não por razões pessoais, ideológicas ou outras, temos de lhes admirar o legado e a vida. Ando a despedir-me da última tia que me resta, reviver a vida dela e tudo o que ela me tem ensinado ao longo da minha. Tenho receio que as mortes deles, dos nossos antecessores, deixe cair no esquecimento da História o que é a História. E, no que me toca, não quero palavras por dizer.
Ah sim, escrevi ao Attenborough.
Ah sim, escrevi ao Attenborough.
21 de novembro de 2011
Disciplinar-me
Ando a ver se me disciplino para evitar telejornais e notícias de Portugal. Acho que, no meu caso, excesso de informação não é uma virtude, é uma doença e quero ver se me começo a curar.
4 de outubro de 2011
Que Verão tão benvindo
Para quem passou as férias no frio (13º graus já era trópicos porque no resto 7º era o normal) e depois chegou aqui à pátria e trabalhou na cidade grande o Agosto inteiro, isto agora é o céu do Verão. chegar a casa à noite e ainda estarem 26º... céu é o que vos digo.
15 de setembro de 2011
Eu até gosto de ser PhD
mas convenhamos que um dia inteiro ao pc não faz nada bem à saúde.
Jesus, que aborrecido este dia.
Jesus, que aborrecido este dia.
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