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20 de abril de 2008

Could you repeat that?


I've just read in a magazine that HALF the women in Portugal are RIGHT NOW on a diet of some sort to lose weight.

How's that for stupidity?

11 de abril de 2008

Now France

Apparently it seems that France is going to pass legislation to fight the promotion of anorexia. Like Spain, the French government is aware that something must be done to stop the growing wave of anorexia, dangerously taking the shape of a modern epidemic.

I think that is all very fine, but... It irritates me that people only see anorexia as a result of the emulation of fashion models and skinny celebrities. Anorexia is that, but... not only, but also. While people go on thinking anorexia has got only to do with young women and the promotion of images and body concepts fat-free, anorexia will go on.

The image industry (fashion, movie, music, advertising) should be called to reason and stop deifying the very light, very thin female body. People with public responsibilities should stop indulging in the "Look at me so skin and bones" image. But...

Anorexia, and this I don't hear anybody talking, is the desire for perfection, the zero-toleration of failure, the need to compete and win in a very aggressive world, the effects of very stressful, very demanding lives. Anorexia nervosa can have nothing to do with the imitation of fashion models. When are people going to start a serious debate about this?

4 de abril de 2008

Eu não avisei?


Ora aqui está a prova viva do que eu dizia sobre as insanidades que se fazem no sacrossanto culto da imagem!!!

Perde-se a noção da quantidade de suplementos alimentares que são propagandeados como o melhor remédio para perder peso, acabar com a gordura instalada, drenar o organismo, purificá-lo, eu sei lá. O último fiasco é a dita, cuja imagem se reproduz, e que, pasme-se o leitor incauto, até patrocinava uma das horas de um programa radiofónico matinal daqueles que acompanha o pessoal trânsito fora (e adentro).

Prometia-se acabar com quilos de resíduos e toxinas armazenados no nosso corpo e tornar-nos, dessa feita, mais esbeltos e saudáveis. Claro, isto se a nossa noção de esbeltos e saudáveis for andar por aí a exibir um corpinho mais desgraçado do que as chagas de Nosso Senhor dos Aflitos.

Só me pergunto quando é que as pessoas vão ter juízo para perceberem que não é com mézinhas feitas com princípios activos duvidosos, não testados e não estudados, importados sabe-se lá em que condições selváticas ao arrepio das boas leis de qualidade e vindos de proveniência terceiro mundista (perdão pelo politicamente incorrecto)?

Não é com produtos pseudo-milagrosos que se perde peso e se ganha em auto-estima! Que mundo cruel onde tudo tem de ser vertiginosamente apressado. Leva muitos meses, senão anos, de alimentação cuidada (não acredito nem na palavra nem no conceito de dieta. Aliás, o que é que é dieta?) e de trabalho físico até vermos resultados expressos em melhoria na saúde e na imagem.

Pois... esqueço-me que o ser humano tem pouco auto-controlo, pouco espírito de sacrifício e nenhuma paciência. Assim, restam as Depuralinas desta vida!

30 de março de 2008

A Tirania do Verão


Pois é, chegou a Primavera e com ela a lembrança de que nós, pobres mulheres do séc. XXI, somos uns seres muito imperfeitos. Passámos a invernia escondidas sob o manto protector das roupas quentes e, agora, o sol vem destapar-nos o corpo e mostrar-nos com toda a crueldade que estamos muito longe dos paradigmas de beleza que vemos por todo lado a entrar-nos olhos adentro.

Assim, na tentativa de nos melhorarmos e de incrementarmos a auto-estima lá vêm os cremes, os comprimidos, as dietas, a consciência de que há ginásios, os chás disto e daquilo, as massagens, as lipos, os spas com mil tratamentos, as mesoterapias, os aparelhos desincrustantes de celulite. Revistas, televisão e rádio ganham fortunas em publicidade a produtos miraculosos que nos deixarão em forma até ao Verão. Farmácias, dietéticas, clínicas, parafarmácias, hipermercados todos nos aliciam com a promessa de melhorar o nosso corpo imperfeito.

Chamo a isto a histeria colectiva, a tirania do mundo da suposta beleza. Não há, na vida real, mulheres como as que desfilam nas passerelles e nos fazem sentir ridículas. Mas isso é o que é estipulado belo. Ninguém fala do suplício das modelos e actrizes e outros ícones de beleza. Ninguém diz que se internam nos hospitais para ficarem a soro e, desse modo, não fazerem ingestão alimentar para não engordarem. Pensamos que fazem muito ginásio, têm uns genes fantásticos e, como têm dinheiro, fazem plásticas e rodeiam-se de bons nutricionistas. Não é bem assim. Passam fome, têm distúrbios alimentares e submetem o corpo às piores atrocidades imagináveis. Depois são modeladas fotograficamente, só se deixam filmar sob certos ângulos mais favoráveis, com determinadas luminosidades, maquilhadas por "make-up artists". São, em suma, uma fraude. E nós, pobres mortais susceptíveis, vamos atrás a pensar que também poderíamos ser assim. Ou invejamo-las como imagens do que gostaríamos de ser e não somos.

Arrelia-me esta imposição do cânone ocidental da beleza. Enerva-me que o modelo a seguir seja uma coisa artificial e fabricada a bisturi e publicidade.

Quando chega a Primavera e vejo lá no ginásio que chega a migração sazonal que quer, em três meses, ficar pronta para o Verão, não deixo de pensar na escravidão da imagem. Confesso que tenho pena daquelas senhoras, que, na grande maioria, vão para ali contrariadas e, certamente, não atingirão os objectivos. Depois penso também nas estupidezes que devem andar a fazer, as dietas malucas e selvagens incutidas pelas revistas, mais a toma de suplementos mal-estudados e pouco testados.

É impressionante a publicidade que existe para a nossa infelicidade! Constrange-me e entristece-me esta ditadura do corpo nos moldes contemporâneos. Como é que se luta contra isto?