19 de julho de 2009

Promessas na "silly season"

E tudo começou com a ideia de proibir o Comunismo a indicar o início oficial da "silly season", agora vem o nosso Primeiro campanhar para o disparate. Ou seja, com tantas eleições, adivinho já que esta vai ser uma "silly season" da hipérbole. Mal posso esperar!
Acho interessante que se prometam estágios aos jovens como medida profiláctica do desemprego. Como dizem os ingleses: "Way to go!" E será que sou sou eu ou mais ninguém tem aquele flash alucinado do "O-o, acho que me vão ir aos bolsos outra vez" quando os políticos prometem mais um subsídio, ou um rendimento especial, ou uma coisa dessas igualmente sócio-consciente, às famílias mais desfavorecidas? Quer dizer, eu acho bem que se ajude quem precisa, acho que sim senhora há que haver fundos de auxílio social, mas... com tanta habitação social, tanto rendimento de inserção social, tanta prestação social (e gaita que tanto social em tudo já enjoa) como é que fica a desgraçada classe contributiva e contribuinte que se farta de arcar com o social sem que haja reciprocidade social? Do you get my point?

7 comentários:

Carol disse...

If I get your point? Blondie, I get it e de que maneira!!

Eu Mesma! disse...

eu já nem consigo comentar tanta medida....

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Definitivamente, as promessas do Sócrates não me enchem as medidas.

Daniel Santos disse...

Faz parte do folclore as promessas eleitorais.

António de Almeida disse...

Mais uma imbecilidade para nos sacar dinheiro em impostos...

Ferreira-Pinto disse...

Bem, isto está um semi-antro de reaccionarios.

A nossa reacção às questões sociais não deve passar pelos apoios que são dados ou anunciados (alguns depois nunca são concretizados), antes pela prevenção de fenómenos de esperteza saloia e repressão dos que forem detectados.

À partida não comungo das premissas de quem envereda pelo princípio de que qualquer português que receba um apoio social é um vigarista ou uma sanguessuga da sociedade. Os apoios sociais são transversais às sociedades ocidentais, consequentemente não é por aí.

O que existe ou devia existir em Portugal era uma capacidade inspectiva forte face a quem os recebe. E cruzar todos os dados disponíveis e constantes das bases de dados da Administração Pública para tentar impedir que existam prevaricadores.

E, ao mesmo tempo, fazer com que quem o recebe desempenhe qualquer papel socialmente útil. Limpar valetas, espaços públicos verdes, matas e florestas públicas e, porque não, privadas embora aqui quem quisesse deveria pagar algo.

O Programa de Estágios na Administração Pública já existe, pelo que não é grande novidade.

O novo apoio social é, para já, uma promessa. Pessoalmente, ficaria mais agradado com outros medidas mas não condeno à partida.

Já agora, aduzo outras medidas que poderiam ser aqui elencadas. As IPSS's que são generosamente subvencionadas pelo Estado são suficientemente fiscalizadas? Garanto que não.
Os cidadãos, quando sabem dum prevaricador que recente o Rendimento de Inserção Social indevidamente, denunciam o caso? Garano que quase nunca o fazem.

Já agora, e em jeito de contributo à discussão, fica aqui uma pergunta: esta opção implica saber onde se vai buscar receita, é certo mas do lado de lado vamos ter um Vítor Bento e um Cesar das Neves a treinarem Ferreira Leite para uma redução real dos salários?

Daniel Santos disse...

Passou por aqui agora a volta a Itália, ou era um meu amigo Ferreira-Finto de camisola rosa?