25 de novembro de 2010

Vai ser um dia bom!

7 da manhã, 7º.
Vou estar 12 horas na faculdade.
Tenho 227 alunos de licenciaturas em pautas (fora as miudezas ERASMUS e os de outros ciclos).
O meu gabinete está a bagunça típica de meio do semestre.
Mas...
O nascer do sol está magnífico.
Na rádio do carro a música é tão alegre.
Sim, vai ser um bom dia (pelo menos até eu dizer: aleluia, acabou!).

24 de novembro de 2010

Greve Geral (?)

O que me irrita no sindicalismo é a cassetice e o esquerdismo à anos 70. Do Governo já sabemos a asnice. E da parte dos sindicatos é sempre a mesma cantilena: "A greve foi um sucesso! O país parou!" e não passam disto. Não há números, não há factos, só há a vacuidade do "foi um sucesso, a luta dos trabalhadores é justa". Eu até concordo muito bem que a malta proteste e faça greves e saia à rua e invective o Governo e reivindique e esses etcs. todos mas o que eu gostava mesmo mesmo é que este país não precisasse de um par de sindicatos passadistas e se organizasse civicamente para dizer: caramba que já chega! Quando é que aprendemos a andar sózinhos sem precisarmos ir a toque de caixa muito bem-comportadinhos estilo mulinhas de carga com pálas nos olhos?

23 de novembro de 2010

Excepções?!

Será que li bem? Ou que ouvi bem as notícias? Afinal os cortes salariais na infame Função Pública, causa máxima dos males deste país, são só para alguns? É como eu digo, todos os dias há mais um episódio da insanidade que acomete a classe que nos desgoverna. Se dantes eu ainda achava uma certa graça, daquelas graças sarcásticas que mascaram o profundo desprezo cultural com que encaro a classe, agora acho que nem o pior sarcasmo me mascara a habitual boa-disposição e, portanto, insanes são doentes mentais, coitadinhos inconsequentes desprovidos de tino, gentinha desta, ao invés, é apenas... gentinha. Gentinha para quem a noção de Estado é uma noção de momento, o momento em que é poder(zinho). Gentinha cujos conceitos democráticos se balizam entre os favoritismos e os favorzinhos. Gentinha sem bússola e sem espinha. Não são os cortes o que mais me irrita no meio deste atoleiro, é a cegueira e o acumular de desnorte que nos trouxe aqui. O que mais me irrita é, afinal, o que sempre mais me irrita: a burrice sem pressa ou vontade para desemburrar.

Ó por favor!

Alguém me impeça de ler o "Jornal de Negócios" ou, já agora, qualquer jornal! Eu já não posso ver tanto FMI isto, FMI aquilo, vem o FMI, não é preciso o FMI. Apre!! Decidam-se, caramba!

22 de novembro de 2010

Walking in Mother's shoes



É isso, às vezes sinto que calço os sapatos da Mãe. Não que me sirvam nos pés mais pequenos mas porque somente vivendo percebemos. E eu agora percebo...

21 de novembro de 2010

Der Papst und das Kondom

Falso alarme. Ainda não é desta que se dirá deste Ratzinger:
- Na, endlich!!!
Diabo para tanta teimosia.

20 de novembro de 2010

No plants, please!

Eu não tenho green fingers.
Eu não gosto de jardinagem.
Eu não falo com as plantas (a não ser que sejam tílias centenárias ou carvalhos gigantes).
Eu preciso de jardineiro.
Eu não me dou com vasos e regas.
Eu estou farta de pedir que não me dêem plantas vivas, please!

- Blondinha, trago-te aqui esta plantinha para pôres num vaso na varanda da entrada que tens a varanda muito despida.

Eu sei! Fui eu que a despi à medida que as plantas anteriores foram entregando a alma ao Criador! E não preciso de plantas envasadas e presas numa varanda quando há um jardim lindo à volta!
Agora tenho ali uma Rosa do Cabo enorme dentro de um balde com água e amanhã tenho de calçar uns botins e ir encher de terra uma ânfora giríssima que me estava a decorar o quintal só para não ser mal-educada e deixar morrer a planta. Ó vida doméstica dum caraças! Era tudo o que me estava a apetecer! Será tão esquisito assim eu não gostar de vasos? E nem quero pensar se depois da varanda da entrada ainda se lembram de fazer pelas três varandas que sobram. Ó pela madrugada!! Ai que vontade...