
Bonito serviço! Choveu mais um bocadinho a mais da conta e a capital de um país civilizado colapsou!
Eu bem que tentei chegar à dita capital de um país civilizado mas não deu. E aqui estou feita bicho enjaulado com as coisas todas que tinha para fazer e a reunião a que não pude ir. E isto porquê?
Porque temos um país muito mal servido de infraestruras, um país de vistas curtas, um país em que prevenção é como o prognóstico: só depois do acontecimento. Um país em que o cidadão, que paga índices de impostos exorbitantes, compra dos carros mais caros do mundo civilizado, tem uma (in)justiça lenta, porque da saúde tratam-lhe bem, é constantemente exposto à provação impiedosa do dia-a-dia. E se o dia-a-dia for daqueles de muita chuva, coitado, está desgraçado com f.
Agora se, entrementes, faltar a electricidade então sim, aí teremos uma deliciosa cereja em cima do bolo! E aqui a boa da Blonde, nem mails, nem post no blogue, nem a carrada de trabalhinho para fazer, nem nada. Nada, não, não é bem assim. Porque a Blonde com tanta coisa gira a acontecer está transformada em super dona-de-casa desesperada que é o que de melhor na vida lhe pode acontecer! Yupiii!
E como ser dona-de-casa desesperada é muito estimulante intelectualmente e envolve muitas sinapses nervosas, a boa da Blonde fica aqui a pensar quantos milhões de euros um dia destes deve custar ao país. Vejamos, assim por alto:
. Prejuízos em atrasos para o trabalho;
. Prejuízos em faltas ao trabalho;
. Prejuízos materiais em edifícios particulares;
. Prejuízos materiais em estruturas públicas;
. Custos acrescidos em forças de segurança e protecção civil;
. Custos de intervenção das ditas entidades;
. Custos em combustíveis dos milhares de carros parados;
. Custos para as seguradoras por danos e prejuízos cobertos;
. Custos de limpeza e remoção de entulho das vias públicas;
. Outros (ex: migraspirina para as enxaquecas, xanax para acalmar o pessoal, impressos para justificação de faltas).
Total: ? (mas muitos, muitos euritos).
Está um dia tão bonito...