11 de maio de 2014

E lá vou eu outra vez...

De há oito anos a esta parte deixei de estar em Portugal no dia de anos da minha irmã. Ocorre que a minha sobrinha, que nasceu o ano passado, também escolheu esta semana para celebrar o aniversário. E, assim, a Tia vê-se confrontada com dois Touros aniversariantes justo quando não pode estar cá. Mas, enfim, a Tia compensa e promete que a Maggie terá sempre um presente de anos original e internacional. O que é que a Tia vai trazer de Paris este ano? Hmm...

5 de maio de 2014

Deram-me as favas e o chouriço

Aqui em Green Acres é tempo de favas. Eu não as semeio mas colho-as. Durante o fim-de-semana, uma vizinha veio dar-me favas já descascadas (Deus lhe guarde a alma) e outra veio dar-me favas por descascar e... chouriço caseiro (Deus a abençoe de igual modo). Ou seja, nos próximos tempos o lar Blonde vai estar muito entretido na preparação e degustação de um manjar que só este país poderia proporcionar. E é por isso que eu adoro este "meu" campo e dou graças por algumas coisas nos perdurarem nestes modernos e esquisitos em que vivemos.

4 de maio de 2014

Feliz Dia da Mãe!

Eu e a Mana não temos Mãe Aqui mas temos a Mana mãe e este ano é o primeiro em que a Mana é mãe duas vezes. Parabéns Mana-mãe! Felicidades! Adoro-te por me fazeres Tia-mãe e por abraçares tão bem o legado da Mãe. (Tens jeito Mana! E surpreendes-me a cada dia.)

2 de maio de 2014

Costumava haver aqui uma praia

E o meu coração caiu depois da descoberta mais de vinte anos depois.

O que vale é que o meu espírito David Attenborough acha uma natural inevitabilidade a erosão da faixa costeira (senão ainda me punha a desejar bulldozers despejando areia em nome de uma coisa chamada época balnear...).

30 de abril de 2014

Sempre estou para ver...

Sempre estou para ver o que vai dar esta cegada dos testes diagnósticos de Inglês do Cambridge aos alunos do 9º ano.
Somos um país a cair de pobre e damo-nos a estas ilusões. Por um lado, o dito do teste é obrigatório mas os pais têm de desembolsar 25eur "à cause des mouches". Depois, parece que o teste é para alunos de 9º ano mas testa a matéria do 7º. A seguir, é obrigatório para os alunos do 9º mas os outros podem fazê-lo voluntariamente. E, por fim, páram as escolas para garantirem aos meninos as condições óptimas para a realização das provas. Isto está tudo doido, ou sou só eu que sou very, very, burra?
Palavra de honra que ainda gostava que me explicassem qual o sentido disto tudo se a maioria dos ditos meninos em crescendo me chega à faculdade numa lástima linguística que dá dó!

28 de abril de 2014

Graça Moura: Que grande inconveniência!

Era para dizer "que grande gaita!" mas isso não se diz sobre quem cultivava as palavras. É, de facto, uma grande inconveniência para a Língua Portuguesa a morte de Graça Moura. Quem, como ele, nos vai continuar a defender da artrose linguística chamada (Des)Acordo Ortográfico? Estou muito insatisfeita com esta notícia. Ora esta, a Morte é tão incómoda. Que tremenda chatice.


Conheci-o (palavra muito desadequada e muito manca de veracidade) há uns anos valentes quando estava a organizar uma conferência lá na faculdade. Eu muito novinha, toda anglística e ainda me faltava muito chão a percorrer até me pacificar com o Português, ele o portento literário da Palavra. Senti-me uma formiga loura (não sei se existem formigas louras, mas eu não poderia ser uma formiga morena, não é?). Uns anos mais tarde, já eu de pazes com o Português (não vou dizer pazes, é mais tréguas) usei um texto dele num exame. E agora foi-se e levou um bocado da Língua. Não acho bem e, por conseguinte, estou em total desacordo com esta morte (não digo falecimento porque não gosto de eufemismos, morte é morte, como é óbvio).


Tenho dito.
RIP

26 de abril de 2014

Subir ao monte


Ontem passei o dia sózinha de gente. Gosto dessas solidões quando sinto que são-no só porque as escolhi e porque o não são de facto. Solidões de gente em dias que temos só para nós são luxos que nos higienizam o pensamento e nos libertam para nós. Dou graças.
A meio da tarde, enquanto ouço foguetes a estalar na vila comemorando passados recentes esboroados, calço os ténis e ponho um boné. Vou subir ao monte: cansar o físico, refrescar pulmões e falar comigo a ver as vistas deste campo de verdes e vinhas e matos.
A Mãe adorava o tudo silvestre e à minha volta as flores bravias que ela tentava domar e transplantar para o nosso jardim: chucha-méis. Conseguiu que um pé dessas flores aromáticas se acostumasse a viver domesticado. Morreu depois dela, quando eu herdei o jardim e o dei a outras mãos porque as minhas não são capazes. Definhou porque a Dona lhe faltou e a nova lhe transmitia o stress do "tens de viver" e não sabia o que fazer: se o deixar estar ou se o trazer domesticado.
Ontem estavam por todo o lado. Uma lembrança bem viva de algo que me acompanha sempre. O mesmo aroma intenso a flor livre e a memória Dela. Gostei do passeio na minha solidão que subia o monte e observava o vale onde as gentes vivem. Sózinha na altitude, dei graças por ter chegado Aqui. Ámen.