21 de abril de 2016

Purple Rain (1958-2016)

Prince é Purple Rain. É a minha adolescência. É Alphabet Street. É a minha cena. O Bowie morreu e eu entrei em choque mas isto é a detonação da bomba.
Pego na carrinha para vir para casa. Quase oito da noite. Na rádio oiço falar de Prince, no passado. Adivinho. Não quero adivinhar e chego a duvidar que estou a adivinhar o que estou a adivinhar. Mas, é claro, adivinhei. Bomba.
You'll be as missed as you are irreplaceable.
RIP.

11 de abril de 2016

Diz que é Dia dos Irmãos

E eu tenho uma Irmã.
A melhor Irmã.
A minha Irmã tem dois filhos.
Os melhores Irmãos.

E tenho uma irmã que não é de sangue.
Mas é irmã para tudo.
Eu tenho duas irmãs.
As melhores irmãs.

6 de abril de 2016

A Biblioteca Nacional faz 220 anos!!!

Apanhei a lembrança num post de encómio lúcido, merecido e soberbamente escrito da Maria do Rosário Pedreira no seu Horas Extraordinárias (essas que se passam a ler). Não me teria lembrado que a BN também faz anos e que já os faz há éons de tempo. E como gostei de me lembrar...

Nunca haveria um PhD nesta Blonde se não fosse a BN e as bibliotecas desse mundo. Memórias gratas guardo das minhas prolongadas estâncias na BN, na Senate House em Londres, na biblioteca do St. Antony's College em Oxford. Chegava ao início do dia, instalava-me e ali ficava no silêncio imerso nas palavras. A net era uma coisa incipiente, o contacto com o papel e o preto no branco o que nos aproximava das ideias, do saber, das palavras outras e dos outros, das minhas palavras e das minhas ideias. Preciso agradecer à Maria do Rosário Pereira (que não conheço) o ter-me levado de volta a um tempo de que guardo saudades, a palavra perfeita de uma língua que também foi aprendida em bibliotecas, a dos meus avós, a dos meus pais, a BN: obrigada!

30 de março de 2016

O meu pecado voltou

Não tocava em café desde o dia 2 de Janeiro. Por causa de um susto inconsequente deixei o café de um segundo para o outro. Mas hoje achei que o Purgatório não é lugar para mim. Isto ou bem que é o Céu ou bem que é o Inferno que não existe, o Purgatório é que não. E eis-me aqui chegada a este momento divinal de um expresso caramelo (cortesia das máquinas maravilhosas deste milénio) bebido em versão XXL (que eu ainda não me purguei da alemã em mim) na chávena de outro milénio que pertenceu à avó Arya (sim, como o nome da personagem Arya Stark da Guerra dos Tronos).

28 de março de 2016

Páscoa é isto

Vêm passar os dias de Páscoa à casa da Tia. Estão tão crescidos... Admiro-me a cada palavra que lhes ouço, cada comportamento que lhes vejo. Os cinco anos do Manel e os dois da Maggie passam por nós à velocidade da luz e eu continuo tão surpreendida por eles nos terem acontecido como no dia em que nasceram. Engano-me, não estou tão surpreendida como no dia em que nasceram, estou mais.
Pinto-lhes as caras:
- Eu sou a Minnie! - diz a dois anos de gente entre pulinhos alegres. Há dois dias que lhes disse que no Dia de Páscoa lhes pinto a cara e a dois anitos continua a querer ser a Minnie. É consistente nas suas pequeninas grandes decisões.
- E eu quero ser o Maximus Prime! - diz o cinco anos tão feliz como a irmã.
- O quem? - pergunta a Tia ignorante de coisas importantes para gente miúda.
- O Ma-xi-mus Pri-me! - pronuncia vincando bem as sílabas como se isso me fizesse entender quem é a personagem.
Invento uma pintura na carita sorridente, pergunto se está parecida com o tal do Maximus Prime e, ufa, passo no teste! A Minnie também passa no controlo de qualidade. A Tia está safa na sua falta de jeito para pinturas e incrivelmente feliz por vê-los e sabê-los felizes. Depois vão para o jardim à procura de ovos de chocolate escondidos dois a dois para que os repartam. 
Não sei explicar o sentimento que me inunda e transborda de mim. Sei que veio com eles e sei que nunca se irá embora. 

25 de março de 2016

Páscoa Feliz!

Páscoa é ressurreição, promessa de vida, de começos e recomeços no ciclo da existência. O limoeiro do quintal renasceu pujante depois do Inverno e olhá-lo enche-me de alegria e gratidão.
Páscoa feliz!