
31 de outubro de 2008
Pérolas....

25 de outubro de 2008
George Michael e a Crise Financeira
Eis, finalmente, o dia em que a Blonde arranja uma desculpa para enfiar um vídeo do George Michael no blog!
Desenganem-se que não é lamechice nenhuma de "Careless Whisper" ou "Father Figure" ou qualquer dessas músicas mais conhecidas do people (sim, que eu bem vi lá no concerto em Coimbra que se não fosse a Blonde ninguém sabia a letra de "Precious Box" e outras tantas que o tipo lá cantou - nem sequer a bicha-mor do White Castle, ao pé de quem a Blonde teve o desprazer de ficar, cruzes!).
Esta chama-se "Brother can you spare a dime" e é um cover de uma canção de 1931 sobre a Great Depression, mais especificamente sobre os milhões de desempregados de uma América afluente subitamente atirados para as fileiras dos indigentes.
Como nunca aprendemos nada com a História (não era o Hegel que dizia que a única coisa que a História nos ensina é que não aprendemos nada com a História?) aqui fica uma lembrança agridoce da circularidade da existência humana (acre porque a realidade é amarga, doce porque o George Michael canta que é uma coisa...).
23 de outubro de 2008
É uma pena...

Ouvi-o na Grande Entrevista. Não me revejo em tudo o que disse. Em primeiro, o meu germanismo impede-me, figadalmente, de concordar que, apesar dos esforços do Governo para debelar o défice, o país não esteja mais próspero porque "teve azar", nas palavras do Professor: azar com a escalada dos preços do petróleo, azar com a crise financeira. Temos sempre azar em alguma coisa e eu não me identifico com discursos do azarismo pátrio, do fado, triste sina, má sorte.
Também não sei se concordará com o Professor muita gente que vive, hoje, com as consequências do torniquete com que o Governo apertou o défice até reduzi-lo a níveis historicamente baixos.
Mas, no geral, precisamos de lucidez, a lucidez para ver que reconhecer a independência do Kosovo é um erro contrário a toda a lógica de nation/state building ou a lucidez para saber onde se posiciona o centrismo no espectro político.
And now go ahead and crucify me.
22 de outubro de 2008
Desigual? Portugal?
18 de outubro de 2008
A Dona-de-Casa Bimba

Como é Sábado e a bimba da Blondewithaphd vive no campo, não teve outro remédio senão pegar na viatura e dirigir-se à conglomeração urbana mais próxima em busca dos ditos mexilhões verdes. Eu disse Sábado, correcto? Sim. Só que a bimba da Blondewithaphd, que, diga-se para memória futura, está para as donas-de-casa como a renda de bilros está para a 7ª arte, deve ter-se esquecido do que significa meter-se a dar ares de dona-de-casa ao Sábado. Mas o estado amnésico passou-lhe logo quando se viu grega para aparcar a carrinha no estacionamento do hipermercado.
Já lá dentro, e para complicar, a dita cuja, já com os mexilhões verdes no cabazinho e pronta a zarpar dali para fora, passou pela secção do salmão fumado e ora que vem de lá com um pacote de angulas, anguilas ou que quer que a Língua Portuguesa tenha reservado para a vitualha em questão.
- Hmm, isto até ia bem nuns "huevos revueltos" com uma saladita verde! - pensou a bimba que, como quem não sabe inventa, de vez em quando tem assim umas ideias tresloucadas e pensa que vai criar qualquer coisa nunca antes experimentada no mundo gastronómico.
Azar! É que a bimba para fazer os tais dos "huevos" precisa, exactamente, de... ovos, pois claro. Coisa que, à semelhança de batatas e leite, é rara em casa da bimba.
E agora alguém explica como é que é possível que numa gigantesca superfície comercial dedicada às mercearias e que, pasme-se, até tem mexilhões da Nova Zelândia!, não se vendam ovos em caixas de 1/2 dúzia? A única coisa duvidosa que se assemelhava vagamente a uma caixa de 1/2 dúzia dizia "Super Eggy" com Ómega 3. Mas o que diabo são ovos "super eggy" (free range ainda vá, agora super? e eggy? - haverá ovos não eggy?)? E ómega 3 não é uma coisa dos peixes? O neurónio, que não está para brincadeiras destas, desconfiou daquilo e abalou sem os ovos. Bem lhe bastava a confusão circundante.
Moral da história:
Ponto um: ainda bem que a bimba não se lembrou de querer umas ostras de Ostende!
Ponto dois: a Blondewithaphd admira as verdadeiras donas-de-casa que enfrentam os hipermercados em hora de ponta, que compram ovos às dúzias e que não se importam se os mexilhões vêm em preto ou verde.
Ponto três: a dita acabou por ir jantar fora...
16 de outubro de 2008
12 de outubro de 2008
Manhã de Trovoada

É simplesmente tão bom estar na cama a ouvir o troar dos trovões. Depois a tempestade passa e fica aquela calmaria molhada entrecortada pelo som tímido dos pingos de chuva que permanecem, exauridos depois da tempestade. Adoro dias assim. Dá vontade de ficar em casa a ler, a beber malgas de café e a ouvir "Milk and Toast and Honey" dos Roxette.
Acho que a Mãe é que nos fez gostar de trovoadas. Pegava em mim e na Mana e levava-nos para a janela ver os relâmpagos. Depois, quando notava que a tempestade estava mais próxima, desligava o quadro eléctrico e teatralizava a situação para que não tivéssemos medo. Normalmente ia buscar uns cobertores, que não são condutores eléctricos, ou enfiáva-nos às três dentro de uma cama e ali ficávamos a ouvi-la explicar o fenómeno e a ensinar-nos a fórmula de cálculo para sabermos a distância a que estava a tempestade.
- Vá Meninas, agora contem os segundos entre o relâmpago e o trovão!
E nós lá contávamos com a pausa adequada. No fim era só multiplicar os segundos pela velocidade do som e converter os metros em quilómetros. Sentíamo-nos tão bem ali com a Mãe, aninhadas as três, em segurança. Eu não queria que a tempestade acabasse nunca!
Tenho tantas saudades da Mãe.
