- A minha Dona passa-se! Hoje deu-me banho com o gel de duche DELA! Diz que se esqueceu de comprar o meu champú! Pois sim! E agora aqui estou eu a cheirar a chocolate! Isto é tão indigno!!
31 de maio de 2009
28 de maio de 2009
27 de maio de 2009
Demissão de Dias Loureiro...
... até peca por tardia e não é que eu tenha de opinar sobre um assunto que pouco ou nada me diz. Acho que, habituados neste país a uma classe política em que, excepções contempladas, é óbvio, a imagem que passa é a de falta de verticalidade, não nos incomodaria grandemente que, culpado ou inocente, Dias Loureiro se mantivesse como Conselheiro de Estado. O meu problema não é ele ficar ou sair, não acho que dê melhores ou piores "conselhos" ao Presidente sendo um hábil ou um inepto administrador. O meu problema prende-se com tudo o que gere imunidades ao indivíduo. Não me entra na cabeça que, devido a acasos de profissão ou de eleitoralismo, certos cidadãos usufruam de uma coisa grotesca, reminiscente de absolutismos, denominada imunidade.
Caramba, se eu fosse Conselheira de Estado (só para assuntos de image consultancy com certeza) e sobre mim recaíssem as mais ténues suspeitas de iniquidades praticadas no meu desempenho profissional, a última coisa que eu queria era uma situação de imunidade judicial que me coartasse acesso à defesa do meu nome e que, por outro lado, mais acentuasse tais suspeitas.
Agora, olhem ao que chegámos, o circo desceu à rua e uma pessoa sai ingloriamente no meio de vexames públicos e, pior do que isso, no meio daquela nuvem tão portuguesa da suspeição eterna do julgamento em praça-pública que arruina qualquer reputação.
Que cena lastimável! E depois admiram-se de a classe política não ter credibilidade neste país!
Caramba, se eu fosse Conselheira de Estado (só para assuntos de image consultancy com certeza) e sobre mim recaíssem as mais ténues suspeitas de iniquidades praticadas no meu desempenho profissional, a última coisa que eu queria era uma situação de imunidade judicial que me coartasse acesso à defesa do meu nome e que, por outro lado, mais acentuasse tais suspeitas.
Agora, olhem ao que chegámos, o circo desceu à rua e uma pessoa sai ingloriamente no meio de vexames públicos e, pior do que isso, no meio daquela nuvem tão portuguesa da suspeição eterna do julgamento em praça-pública que arruina qualquer reputação.
Que cena lastimável! E depois admiram-se de a classe política não ter credibilidade neste país!
25 de maio de 2009
Início "oficial" da campanha
Eu acho bem que enfatizem o "oficial" do começo da campanha eleitoral. É que se não fosse isso a malta nem se apercebia de que estamos em época de beijos e abraços ao ilustre desconhecido, bandeirolas na rua e toca de palmilhar as calçadas. Oh, please!
Olhando em relance para o episódio do dia, apetece-me pôr a carapuça da Loura e dizer que, nesta estação, a direita conservadora é a nova esquerda, algo do estilo o azul é o novo preto. O discurso da CDU está totalmente out (e não estará sempre?). O rosa enche as montras esta Primavera/Verão mas não condiz com todos os tons de pele (favorece as morenas e desbota nas louras caso seja muito claro, fúchsias são mais apropriados). E depois há assim umas coisas que deveriam ficar dentro do armário.
Estou pasma com o MMS! Então o cabeça de lista vive em Paris e, desgraçado, tem o tempo contado para a campanha? Ó gente, não havia ninguém com um pouco mais de disponibilidade e mais verve política? Hmm... pensando bem, quem é que, no seu juízo, embarca nestas puerilidades? Somos um país rodeado de mar. Certo, numa campanha europeísta parece-me muuuuuito sensato ignorarmos que temos um vizinho territorial e ainda me parece mais acertado andarmos com evocações aos Descobrimentos! Os meninos querem ganhar votos assim? Ah, também gostei de se afirmarem nem de esquerda nem de direita porque estamos no século XXI. Hello, os americanos já vivem sem esta fractura há uns anitos, não? E o Tony Blair já escrevia (e muito) sobre a Third Way e os politólogos já sabem que a ideologia anda moribunda. Tive de parar de ver a entrevista ao tal do cabeça de lista do MMS no Jornal das 10 da 2 porque já me estava a sentir constrangida.
Enfim, no cômputo geral, debate-se o estado da nação, enxovalha-se o oponente e assim segue alegre e anódina a campanha. Deixa-me lembrar: é suposto ser uma campanha eleitoral para eleger representantes no Parlamento Europeu, right? Ah... pois... É que como ainda não ouvi ninguém debater questões relativas a impostos europeus, planos de convergência, aceitação da Turquia, o gás e a Rússia, subsídios e fundos esqueci-me para que raio querem, afinal, o meu voto!
Olhando em relance para o episódio do dia, apetece-me pôr a carapuça da Loura e dizer que, nesta estação, a direita conservadora é a nova esquerda, algo do estilo o azul é o novo preto. O discurso da CDU está totalmente out (e não estará sempre?). O rosa enche as montras esta Primavera/Verão mas não condiz com todos os tons de pele (favorece as morenas e desbota nas louras caso seja muito claro, fúchsias são mais apropriados). E depois há assim umas coisas que deveriam ficar dentro do armário.
Estou pasma com o MMS! Então o cabeça de lista vive em Paris e, desgraçado, tem o tempo contado para a campanha? Ó gente, não havia ninguém com um pouco mais de disponibilidade e mais verve política? Hmm... pensando bem, quem é que, no seu juízo, embarca nestas puerilidades? Somos um país rodeado de mar. Certo, numa campanha europeísta parece-me muuuuuito sensato ignorarmos que temos um vizinho territorial e ainda me parece mais acertado andarmos com evocações aos Descobrimentos! Os meninos querem ganhar votos assim? Ah, também gostei de se afirmarem nem de esquerda nem de direita porque estamos no século XXI. Hello, os americanos já vivem sem esta fractura há uns anitos, não? E o Tony Blair já escrevia (e muito) sobre a Third Way e os politólogos já sabem que a ideologia anda moribunda. Tive de parar de ver a entrevista ao tal do cabeça de lista do MMS no Jornal das 10 da 2 porque já me estava a sentir constrangida.
Enfim, no cômputo geral, debate-se o estado da nação, enxovalha-se o oponente e assim segue alegre e anódina a campanha. Deixa-me lembrar: é suposto ser uma campanha eleitoral para eleger representantes no Parlamento Europeu, right? Ah... pois... É que como ainda não ouvi ninguém debater questões relativas a impostos europeus, planos de convergência, aceitação da Turquia, o gás e a Rússia, subsídios e fundos esqueci-me para que raio querem, afinal, o meu voto!
23 de maio de 2009
In the garden with Blonde
- Ó Dona, pensavas que estavas fora estas semanas todas e chegavas aqui e zás eu ia ter contigo todo derretido? Era o querias!
Bem, já fizémos as pazes entretanto:)
21 de maio de 2009
Outdoors, "iornais" e Lisboa
O táxi segue lento na manhã soalheira. Lisboa está congestionada pelo trânsito na hora de ponta. Aos poucos começo a reentrar na vida quotidiana do meu país. Preciso de informação. Nos últimos dias tudo o que me chega são os escândalos dos MPs e ministros britânicos (Gordon Brown incluído) que usam dinheiros públicos em benefício próprio, é a luta da Joanna Lumley (a Loura Absolutely Fabulous - e quero ser como ela aos 60!) a favor da permanência dos ex-combatentes Gurkha no Reino Unido ou a controversa ida de Barack Obama à Universidade de Notre Dame, católica e anti-aborto, mais a crise financeira nos EUA. Do Portugal que deixei não sei nada (coisas vagas de papa Maizena que li no jornal no avião à ida).
"Ahah, a campanha das Europeias segue." - Penso, assim que vejo um outdoor em fundo azul com um tipo apessoado que não brinca aos políticos. - "Este cartaz é novo!" - Tenho pena que este vá para Bruxelas, deve ser da minha veia direitista que, de vez em quando, me dá para estas coisas.
Depois mais à frente ei-los, os Irmãos Metralhas. Ó tristeza, que pacovice. Ali estão os dois de botões do colarinho desapertados, deve ser para o ar de trabalho. "E que é isto? Deuses, alguém precisa de uma dietazinha que está ali em poses a rebentar as costuras do fatinho." Não, estes este ano não acertam uma (logo agora que a Blonde vem cheia de si pelas vezes que ouviu estranhos em elevadores a dizerem que é "so stylish" ou que é a "true fashion statement", Gosh!). Nem comento a pinderiquice dos outdoors do PC. E a ideia gasta da família europeia que o PS arranjou (eu que até me tinha contentado por ver o Vital Moreira, e aqui foi a veia esquerdista a dar acordo de si)? No way! "E que raio são estes MPT? Mas o que é que estes tipos querem? E quem é aquele jovem que me parece ainda acneico daquele tal de MMS com nome de pastilhas de chocolate?" Só a Laurinda se mantém no mesmo outdoor.
É isso, à medida que o táxi avança por entre o trânsito dos meus conterrâneos que se apressam para o trabalho, enquanto eu vou curtir a ressaca da viagem, começo a tomar o pulso do meu país. Mudou pouco pelo que vejo. Enfim, pelo menos na sangria que afecta a imprensa estrangeira (e Deus eu vejo cheia de jornalismo), temos aí um novo periódico. Alguém me terá comprado o nº 1 da edição de Sábado. Que novidades trará? Como será o papel, o formato, o alinhamento editorial? Sim, é o regresso...
"Ahah, a campanha das Europeias segue." - Penso, assim que vejo um outdoor em fundo azul com um tipo apessoado que não brinca aos políticos. - "Este cartaz é novo!" - Tenho pena que este vá para Bruxelas, deve ser da minha veia direitista que, de vez em quando, me dá para estas coisas.
Depois mais à frente ei-los, os Irmãos Metralhas. Ó tristeza, que pacovice. Ali estão os dois de botões do colarinho desapertados, deve ser para o ar de trabalho. "E que é isto? Deuses, alguém precisa de uma dietazinha que está ali em poses a rebentar as costuras do fatinho." Não, estes este ano não acertam uma (logo agora que a Blonde vem cheia de si pelas vezes que ouviu estranhos em elevadores a dizerem que é "so stylish" ou que é a "true fashion statement", Gosh!). Nem comento a pinderiquice dos outdoors do PC. E a ideia gasta da família europeia que o PS arranjou (eu que até me tinha contentado por ver o Vital Moreira, e aqui foi a veia esquerdista a dar acordo de si)? No way! "E que raio são estes MPT? Mas o que é que estes tipos querem? E quem é aquele jovem que me parece ainda acneico daquele tal de MMS com nome de pastilhas de chocolate?" Só a Laurinda se mantém no mesmo outdoor.
É isso, à medida que o táxi avança por entre o trânsito dos meus conterrâneos que se apressam para o trabalho, enquanto eu vou curtir a ressaca da viagem, começo a tomar o pulso do meu país. Mudou pouco pelo que vejo. Enfim, pelo menos na sangria que afecta a imprensa estrangeira (e Deus eu vejo cheia de jornalismo), temos aí um novo periódico. Alguém me terá comprado o nº 1 da edição de Sábado. Que novidades trará? Como será o papel, o formato, o alinhamento editorial? Sim, é o regresso...
19 de maio de 2009
De regresso...

... e tantas coisas para dizer.
É bom partir, antecipar o que está por acontecer quando queremos que aconteça. Sou uma mulher de partidas, vivo as antecipações da Viagem na vertigem do desconhecido: o que é que os meus olhos vão ver?, quem vou encontrar no percurso?, a realidade estará ao nível da expectativa? Prefiro fazer malas a desfazê-las. Pouco me importam fusos horários, gentes e línguas estranhas. Também não me incomoda a solidão da viagem quando parto sozinha. Gosto de me encontrar a sós comigo em sítios estranhos. É uma libertação enorme de mim ou, talvez, o oposto: o forçar do encontro comigo. Surpreendo-me muitas vezes com esse encontro, com essa pessoa que me acompanha, que segue e fala comigo.
Desta vez, porém, dei comigo a antecipar o regresso e, nesta fase nova, regressar à minha casa vazia, ao meu cão, aos meus espaços fez-me pensar que o regresso era uma viagem a um sítio exótico. Não um sítio novo, mas um lugar diferente porque está diferente, porque a vida se modificou no entretanto. Curioso como me apercebi do cheiro da minha casa: cheira a madeira doce. O som das rodas do meu trolley na tijoleira do corredor que quebrava o silêncio de uma casa adormecida há duas semanas. O correio amontoado, abandonado como se não tivesse destinatário, esquecido. A penumbra imposta pelas persianas cerradas. Estava tão calma a minha casa quando cheguei...
Pensava vir para aqui falar da viagem, de como foi absolutamente maravilhosa, de como me sinto privilegiada por ter esta profissão, de como me diverti a ouvir quem me editou no estrangeiro a dizer que a minha foto tinha de ter "more hair, give her more hair" (just the blonde with the phd), de como tenho a alegria de conhecer gente maravilhosa e trabalhar com gente mais maravilhosa ainda, de como as conferências foram espaços e tempos de convívio, de aprendizagem, de estímulo intelectual, de reencontros e encontros ou de como estive só e acompanhada. Pensava..., falo noutro dia. A Blonde viajante está a reencontrar a Blonde que aqui vive. Vou pô-las a dormir e a falar uma com a outra. Outro dia, com calma, venho aqui com conversas de viagem.
P.S. - Nas solidões de aeroportos ou nos breves tempos mortos foi bom vir aqui (não gostei muito da história triste do Benfica, mas foi bom). Obrigada.
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