30 de março de 2019

Das coisas mais belas

As coisas mais belas são as mais simples, tal como as maiores felicidades são as mais inusitadas. Uma borboleta inesperada pousada numa flor. Detive-me, feliz, a persegui-la com o olhar num momento de instante que me foi felicidade.
Às portas de Marvão.

27 de março de 2019

Do alto de Alegrete

Visto de cima, o Alentejo acalma o olhar. A paisagem ondulada, sensual, deixa-se observar a perder de vista. Espraia-se e deixa-nos percorrê-la. Consigo passar horas perdidas apenas a admirá-la, como aqui do cimo de Alegrete e do seu castelo vertiginosamente erguido num penhasco...

23 de março de 2019

Rua das Boas Razões

Se há sítio no mundo onde me farto de fotografar o nome das ruas é aqui no Alentejo. Surpreendem-me sempre pela originalidade e pelo inusitado. Esta é em Cabeço de Vide e chama-se Rua das Boas Razões. que razões boas terão levado a este nome?

20 de março de 2019

Obsessão mórbida?

Porque é que será que há no Alentejo esta obsessão com capelas de ossos. Esta é em Monforte. Há uma em Évora. Conheço outra em Campo maior. Será que é um fenómeno histórico local ou sou eu que desconheço a disseminação geográfica de capelas de ossos?

16 de março de 2019

Pôr-do-sol alentejano

É verdade, sim senhora, que ocasos por detrás das linhas distantes de horizontes marinhos são deslumbrantes mas há algo de primordial e telúrico num pôr-do-sol entre sobreiros de terra vasta.

13 de março de 2019

Alentejo: minha paixão

Depois do mar, a terra. Talvez mais do que no mar, a alma mora-me na imensidão da terra. Nenhuma raíz, nenhum laço, nenhuma origem me liga ao Alentejo. foi, aliás, uma descoberta tardia na vida, quando mudei de vida e todo um capítulo novo de liberdade se abriu. Vim (re)descobrir-me e (re)encontrar-me aqui nestas planícies serenas de ondulação suave. Ficou-me o amor e é amor, em várias formas, que associo a estas paragens. É o apelo do Sul, das memórias unicamente boas. É encantatório e tornou-se-me uma necessidade. Não consigo quantificar o prazer que me dá de cada vez que aqui torno...

9 de março de 2019

O mar que me espera

Há sempre um mar amigo que me espera ao cabo das distâncias que percorro. Regresso, com um pouco mais de mundo nos olhos e na alma, mas é aqui que me sou e me dou. compreendo a alma lusa, tem ânsias de oceano e horizontes largos. O mar explica-nos porque nos chama perpetuamente desde o início do tempo. Inspiro o ar salgado e fresco, batido de ondas atlânticas. Sim, estou de regresso.