19 de novembro de 2010

No país das tolerâncias


Fazendo bem as contas ao desperdício dá qualquer coisa como: um dia de tolerância de ponto por causa de Sua Santidade, meio dia de tolerância em Lisboa por causa do Papa, meio dia de tolerância na Invicta por causa do Ratzinger e um dia de tolerância em Lisboa por causa do Obama e da Carla Bruni entre outros. Some-se os feriados e semi-greves e greves (todos muito justos, é claro) e eis-nos na república das batatas (que bananas não é muito a nossa praia, é "derivado ao" clima...).
Sabem o que eu gostava mesmo? Que o Governo divulgasse, tipo factura do supermercado discriminada, as contas do quanto nos custou a vinda do Papa e a realização da cimeira da NATO, a sério que gostava. Muito a malta gosta de festas neste país, caramba! (pronto, ok, foi a costela alemã a falar que eu nem tenho nada contra folguedos e afins).
Pois eu vou dividir o meu dia entre acabar de ler uma tese, escrever um abstract e no entremeio ir a uma sessão de localizada e a uma de body pump, sessão dupla que também sou filha de Deus, ora essa! E ainda vou fazer mais umas coisinhas que o dia tem de render (mas essas não interessam nada).

17 de novembro de 2010

E se um tipo me pedisse casamento


e me oferecesse o anel da mãe?
Eu enojava-me até à medula com a falta de imaginação e o complexo edipiano à espreita e respondia:
- You got some serious issues, dude!
Mas é que nem pela Coroa de Inglaterra! Livra!

16 de novembro de 2010

E como será a minha vida?

Deu-me para pensar na questão porque a Turmalina disse lá no sítio dela que aprende com a minha maneira de viver. Engraçado, nunca pensei no que é que pensa quem lê o que lê quando por aqui passa. Como será essa minha vida? Que espécie de pessoa será esta? Como é que se dará consistência de vida e de gente às imagens parcelares que aqui deixo? Será que me lêem numa aproximação àquilo que sou? Ou far-me-ão uma fabricação? Não adivinham, por exemplo, que ontem fui ver uma exposição ao CCB e comprar pastéis de Belém a horas mortas. Não saberão mais do que o crivo que aqui deixo. Mas, mesmo assim, o suficiente para eu ter uma vida. Curioso como me deu para pensar...

15 de novembro de 2010

Bacalhau com broa inventado à Blonde


Show di bola! Ou isso ou então a minha veia de Chef adormecida desde forever resolveu vir ao de cima.
Ingredientes:
Bacalhau demolhado em lascas
Broa de milho
Couve (não sei a espécie, esta veio do quintal da Paula)
Vários dentes de alho
1 folha de louro (acho que não é necessário mas o loureiro aqui do quintal é muito generoso e portanto tudo marcha com louro)
Azeite
Numa taça grande desfazer em pedacinhos a broa e regá-la com bastante azeite. Cozer as lascas de bacalhau e depois alourá-las em azeite e alho até estarem bem embebidas e meio refogadas. Na água de cozer o bacalhau cozer a couve partida em pedaços. Depois juntar a couve ao preparado de bacalhau e mexer até os ingredientes estarem ligados. Verter o bacalhau num pirex de ir ao forno. Com uma concha retirar um pouco da água de cozer a couve e o bacalhau e molhar a broa. Colocar uma camada de broa sobre o bacalhau. Levar ao forno a alourar. Et voilá!
Foge, eu até me surpreendo!! Quem diria há um ano que eu ia passar horas entretida na cozinha a inventar? E gostar? Que isso é o que mais me espanta!

14 de novembro de 2010

Só para rir

Timor-Leste disposto a ajudar Portugal.
Ao que isto chegou! Já não bastava termos o Chávez e a China a jogarem ao bom samaritano agora ainda nos aparece este jóquer. Nós?!, a recebermos ajuda do país mais pobre do mundo? O sentido de ironia universal é, de facto, uma coisa hilariante. Palavra, eu todos, mas todos, os dias ainda me surpreendo.
O manancial de inspiração que Gil Vicente encontraria aqui se cá viesse e não havia "Barca dos Infernos" que resistisse. Aliás, eu duvido bem que o Inferno nos queira para alguma coisa.

Eu ali em baixo nas etiquetas tenho "struck numb" mas isto é mais, muito mais, do que "struck numb". Isto é a estupidificação total ante o cenário deste "Portugal Contemporâneo". Vai uma aposta que amanhã ainda há uma coisa mais fenomenal? E mais hilariante? E mais inesperada?

13 de novembro de 2010

Conta do supermercado

Blonde vai às compras. Blonde, que anda para lá de pissed off com o governo e a crise e novamente o governo, decide olhar melhor para o papelito com o somatório das comprinhas. Amigos, aquilo é um tratado à imbecilidade. Mas eu fiquei com uma teoria...
- pão, frutas e peixe, IVA a 6% (sim senhora, as slow foods fazem bem e são nutritivas e etc.);
- miolo de camarão, IVA a 21% (ok, concedo que é uma vitualha dispensável e ninguém morre se um Bacalhau à Conde da Guarda não tiver lá pelo meio uns camarõezitos);
- vinho tinto, IVA a 13% (bom, convenhamos que não é a coisa mais essencial mas, tratando-se de um país produtor e o vinho é um importante elemento cultural e tal, a coisa nem é escandalosa);
- papel higiénico, IVA a 21% (aqui começa a droga a fazer efeito, aquilo andam todos marados e depois têm ideias alucinadas destas);
- revista de informação (para o caso a Visão), IVA a 6% (pergunta absolutamente idiota: mas onde carga de água é que as revistas são mais indispensáveis que o papel higiénico?).

Teoria Blonde:
a). há que dar a noção de que se está a fazer pela literacia da população e que a informação é um direito basilar ou;
b). como as revistas de informação geralmente malham na classe política, palpita-me que o uso que a dita lhes dá servirá outros propósitos, diremos de higiene mental, e vai daí a troca porque, lá está, trata-se de um produto de absoluta necessidade...

Ele há com cada uma neste país!!