Quando eu me separei, a Pink cantava "So What?!" sobre enviar maridos às urtigas (bem a propósito! E os mails solidários que eu recebi com o vídeo). Gosto dela desde o início. E esta última música acho super divertida e só dá vontade de dançar.
Eu sei, eu sei, lá está o desgraçado gosto musical Blonde... Não se pode ter tudo...
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Gramo esta tipa!
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Portugal no Mundial
Ó sofrimento! Ó amargura! Muito eu curto estes apuramentos in extremis e à justinha!

Agora vejam lá o que é que me arranjam na África do Sul. Continuem assim que nem com a Nova Zelândia se safam.
Mas, enfim, parabéns, força, joguem para vencer, animem o povo que se não for pelo futebol, só nos resta a política para nos divertirmos um pouco.
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Blonde's Opinion
Do tempo que não é: entre a realidade e a ficção
Assim, sem mais, no súbito inesperado, vejo o futuro. Emociona-me na lágrima involuntária e grossa que me inunda os olhos. Não a vês quando me olhas e me falas enquanto vais fazendo o que vais fazendo na mecanicidade dos gestos quotidianos. Respondo no sorriso riso. Não adivinhas o momento suspenso que me prende num limbo por detrás do sorriso. Passa depressa. Tão depressa como chegou, sem avisos ou permissões. Mas vi-o, ali, tão perto e tão substantivo.
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Walking in my shoes
domingo, 15 de Novembro de 2009
Depeche Mode Live in Lisbon - again
O que é que se diz de um grupo destes? Apenas os clichés todos de bons que são.
Gostei imenso do concerto deles há dois anos da "Touring the Angel" tournée, mas este "Songs of the Universe" está fenomenal. E o Dave Gahan pode ter tido cancro, torcido um tornozelo em Bilbao e cancelado onze concertos nesta digressão que ninguém nota (e ainda bem que fizeram Lisboa!). O homem é imparável! Toma o palco de assalto e prende-nos naquela voz de aço única enquanto nos deixa suspensos no carisma que dá a alma à banda. O Martin Gore, que seria frontman numa outra banda qualquer, arrebatou um Pavilhão Atlântico, onde já não cabia nem uma agulha, com "Home" e os novos arranjos em "I Feel You" e "Personal Jesus" foram, para mim, dos momentos mais fantásticos num concerto absolutamente memorável. Não se nota nada que sou fãnzérrima, pois não? :)
Em suma, os Depeche foram arrasadores, como sempre. Nós agradecemos.
Gostei imenso do concerto deles há dois anos da "Touring the Angel" tournée, mas este "Songs of the Universe" está fenomenal. E o Dave Gahan pode ter tido cancro, torcido um tornozelo em Bilbao e cancelado onze concertos nesta digressão que ninguém nota (e ainda bem que fizeram Lisboa!). O homem é imparável! Toma o palco de assalto e prende-nos naquela voz de aço única enquanto nos deixa suspensos no carisma que dá a alma à banda. O Martin Gore, que seria frontman numa outra banda qualquer, arrebatou um Pavilhão Atlântico, onde já não cabia nem uma agulha, com "Home" e os novos arranjos em "I Feel You" e "Personal Jesus" foram, para mim, dos momentos mais fantásticos num concerto absolutamente memorável. Não se nota nada que sou fãnzérrima, pois não? :)
Em suma, os Depeche foram arrasadores, como sempre. Nós agradecemos.
Já a Selecção Nacional... enfim, no comments. Cá para mim até podemos ir jogar contra a Selecção das Ilhas Fidji ou a do Turquemenistão que mesmo assim passamos as passinhas (tanta passa, credo!) do Algarve!
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Diaries of a Divorced Blonde Bimbo
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
PINTEI O CABELO!!!!!!!!!

- Oh, my God!!! (ler em gritinho louro histérico)
Fartei-me dos brancos! Fartei-me resistir! Ontem tive assim uma epifania, virei o volante para fora do meu caminho e cá vai disto!
Aproveitei e... ah tesoura com ele! Divórcio novo, vida nova!
E então... GOSTEI! Passei de hiper-mega-loura para mega-hiper-loura:) Em linguagem técnica: o meu querido louro dourado passou a louro cinza, aquele tipo seara de palha. Não é mais claro, é... diferente. Não é bem o meu mas os brancos foram à vidinha deles e adeus minhas encomendas!
Ainda pensei que me ia dar uma onda nostálgica qualquer, que ia ter um ataque de nervos na cadeira do salão, que ia chorar de angústia e raiva pela mudança mas não. Hoje acordei e a Blonde continua no espelho. Que bom!
Que bom!
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Ai estes dias Blonde...

Cedo pela manhã, Blonde sai de casa. Spotty lambe-lhe as pernas. Carteira num braço, chaves de casa, chaves do carro, chaves do alarme da casa nas mãos. Porta para fechar.
- Spotty, sai-me daqui!
Blonde entra na carrinha. Toca o telemóvel. Não atende. Que esperem que ninguém vai telefonar a horas tão pouco cristãs. Blonde guia cem metros. O telemóvel toca. Blonde furiosa atende.
- Sim?
- Senhora Dona Blonde?
- A própria.
- O seu alarme disparou. Está em casa?
- ?!
- Já lhe ligámos e como não atendeu, já avisámos as autoridades.
- ?!
- Captámos a imagem de uma senhora loura na garagem.
- ?! Ó senhores, a senhora loura sou eu!
Gosto tanto quando o dia começa assim, logo pela manhãzinha...
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Diaries of a Blonde Bimbo Housewife
domingo, 8 de Novembro de 2009
Die Mauer ist weg!

E o Muro caiu.
A Mãe chorou de alegria nesse dia. Via as imagens nocturnas na televisão e repetia, na mecanicidade da incredulidade, que o Muro tinha caído. Estávamos todos suspensos. Acho que tivémos, por instantes, medo de que houvesse uma qualquer revolução sangrenta, que as coisas não fossem bem assim ou que a súbita liberdade fosse um engano a que, em breve, a polícia fosse pôr fim. Afinal, eu cresci a ouvir as histórias trágicas da Tante Ruth e da Tante Henny que tinham fugido de Berlim sob saraivadas de metrelhadora, a coberto da noite e a nado num Spree completamente gelado com a Bärbel pequenina levada no pescoço da Tante Ruth.
Estes anos todos depois, quando a Tante Ruth vai a Berlim, à terra dela, ainda diz que vai à Heimat, a Pátria. O Muro pode ter caído, mas nada, enquanto as gerações do Muro viverem, vai apagar o fosso, a divisão. O Muro ainda vive, de certa forma, na dor que impôs a milhares de alemães: os que viveram na opressão comunista, os que, como as minhas Tias, fugiram dele e, sobretudo, num povo que, quer queiramos quer não, continua atravessado por uma divisória ideológica e de vivências que o separou em dois.
Sempre que aqui em Portugal me perguntavam de qual das Alemanhas eu era, havia sempre o orgulho de dizer que era da República Federal e ficava sempre a pensar no que levaria as pessoas a fazerem-me essa pergunta: como se fosse possível eu ser da outra, da República Democrática, que de democrática não tinha nada. Eu, e acho que todos os alemães, detestávamos a DDR. Sofríamos horrores nos Jogos Olímpicos com aquela competitividade de Guerra Fria a ver quem ganhava mais medalhas. Já não era só um povo separado, eram dois povos distintos que acalentavam um ódio denso subreptício.
Sim, foi uma emoção sem igual ver a destruição do Muro (nunca fiquei com pedacinho nenhum como tantos turistas quiseram ficar), mas ao vermos os alemães de leste invadirem a RFA porque aí se vendiam e comiam bananas, e eles gastavam os 100 marcos que o governo federal lhes dava em bananas, soubémos todos que a Vereinigung, a Reunificação, não ia ser fácil. Não foi. Mas o Muro caiu e a Mãe chorou.
O Muro caiu e o mundo pôde tornar-se o que é hoje: um mundo que canalizou os seus medos mais profundos de aniquilamento para a esfera árabe. O Muro acabou a Guerra Fria e no após ergueu-se a Guerra do Terror porque nós, o mundo, não aprendemos nada e não existimos sem uma guerra mundial qualquer.
Seja como for, e numa gramática melhor do que a o Kennedy: "Ich bin Berlinerin!" Hoje, e por me lembrar, eu sou berlinense!
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